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Morte levanta questão dos moradores em situação de rua em Balneário Camboriú

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Divulgação PMBC

Quarta, 4/4/2018 7:45.

Nesta semana faleceu no Hospital Ruth Cardoso um morador que estava em situação de rua apesar de a família ter residência fixa no Centro.

Segundo relatos, na manhã da sexta-feira passada, no Bairro dos Municípios, o homem, que seria dependente químico, estava bastante alterado e quando foi atravessar a rua, bem na frente do totem da Segurança, foi atingido por um veículo. O motorista diminuiu e depois fugiu.

O homem chegou a ser atendido por um socorrista da Autopista Litoral Sul e uma médica do Ruth Cardoso, que passavam pelo local. Ele foi internado, porém não resistiu e veio a óbito no começo desta semana.

O secretário de Inclusão Social, Luiz Maraschin, presenciou o fato, que ocorreu bem em frente ao ponto do Caminhão do Peixe.

Maraschin contou que o homem estava com um grupo de andarilhos do outro lado da rua e quando o pessoal da prefeitura começou a montagem do Caminhão ele se aproximou muito agitado, gesticulando e falando bastante.

Não houve alarde sobre a morte dele, mas o caso acende uma luz vermelha sobre uma situação crítica que se instalou em Balneário Camboriú. A dependência química vem a cada dia fazendo mais vítimas e colocando pessoas em situações de vulnerabilidade na cidade. Nas marginais e terrenos baldios dos bairros eles se reunem para usar drogas a qualquer hora do dia. 

O secretário lamenta que não tem muito o que possa fazer. Ele contou que essa semana se reuniu com forças de segurança para discutir uma ação com foco na região da Rua Corupá, onde se concentra muitos usuários de drogas, mas para isso depende que a Secretaria de Saúde sinalize com novas vagas em comunidades terapêuticas. “Não posso ir para as ruas sem inicialmente dizer se tem vagas, preciso da garantia da Secretaria de Saúde”.

Hoje Balneário tem firmado convênio apenas com a comunidade Viver Livre para onde envia inclusive servidores públicos, quando necessário. Há outras quatro comunidades em vias de legalização.

Segundo Maraschin, o caso é complicado porque dependentes em situação de rua geralmente não aceitam o que a prefeitura pode oferecer, que é banho e refeição na Casa de Passagem ou uma passagem de volta para a cidade de origem. “Isso eu faço todo dia, mas eles não querem”, pontuou.

Quem está sem condições financeiras e por isso acaba na rua geralmente aceita, porém hoje Balneário tem 32 moradores fixos das ruas, sem contar os cerca de 150 que circulam pela cidade.

Moradores e comerciantes acionam o poder público diariamente, mas nem o Resgate Social nem as forças de segurança podem obrigar esses andarilhos a sair à força de alguma calçada sem motivo.

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