Jornal Página 3

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Turismo: o Carnaval acabou e agora?
Daniele Sisnandes/Página 3
Tarde de segunda-feira: praia central continuava movimentada, apesar do dia nublado

Segunda, 19/2/2018 16:36.

Apesar de um grande fluxo de turistas voltando à rotina depois do Carnaval, Balneário Camboriú ainda segue movimentada com a presença de muitos visitantes e nesta segunda-feira (19) a praia central continuava disputada.

O ritmo não é o mesmo da alta temporada, mas está longe de praia vazia. De acordo com a presidente do Conselho de Turismo e hoteleira, Dirce Fistarol, é normal um certo esvaziamento da cidade após o Carnaval, especialmente de brasileiros, algo que já estava previsto pelo setor.

Ela lembra, no entanto, que Balneário Camboriú continua com um bom movimento de turistas do Mercosul, o que deve se estender até o fim de março.

No mês que vem o fluxo deve ser reforçado com a temporada de turismo da terceira idade. Por enquanto, famílias e grupos continuam movimentando a praia, sem contar nos turistas particulares que chegam através de agências e portais de internet.

Opiniões diversas sobre o verão

Profissionais que lidam diretamente com o turismo foram ouvidos pela reportagem do Página 3 sobre o verão. Eles opinaram sobre o movimento até agora e que ainda podemos esperar da temporada:

Miro Teixeira, secretário de Turismo - “Mesmo com tanta chuva, segundo colhemos junto a hoteleiros e também na área da gastronomia, a alta temporada foi melhor, em termos de público. O Carnaval muito cedo quebra as pernas e o fluxo diminui um pouco por causa das aulas, mas semana que vem já melhora, aí tem todo fevereiro e março e a tendência é que esses meses serão muito bons”.

Evódio João de Souza, diretor do Parque - “Teve trovoadas que impossibilitaram o passeio de muitos turistas, mas teve a chegada dos navios, que compensou. Conseguimos equilibrar a situação e ficou igual a temporada anterior. Mas se não fossem tantas chuvas, teria sido muito melhor. Conversei com alguns hoteleiros e eles disseram que fevereiro e março estão bem reservados. Resumindo: o tempo é que decide tudo. Tempo bom é sinônimo de temporada de sucesso!”

Margot Rosenbrock Liborio, hoteleira e vice-presidente do Convention Bureau - “No final de janeiro o fluxo de turistas brasileiros já diminuiu bastante (fim do mês, aulas começando em São Paulo, tudo isso torna a temporada do mercado nacional bastante curta). E esse ano o Carnaval é cedo, então.. ainda mais curta. Do dia 10 de janeiro em diante, já tivemos uma redução do volume de procura e também cancelamentos em razão daquela chuva forte, a transição Dubai/Veneza foi bastante dura. No momento temos a questão da febre amarela, que também é algo complicado de gerenciar, mesmo que ainda estejamos em área livre da doença. As pessoas generalizam e reduz a intenção de viagem, principalmente do mercado externo. Até o dia 10 de janeiro foi quase uma temporada dos sonhos, depois dos meses de outubro, novembro e dezembro que também foram muito bons. Muito bons mesmo. Janeiro seguia no mesmo ritmo. Felizmente a temporada do mercado internacional, que para nós ainda é só Mercosul, principalmente Argentina, irá até o final de março, com mais força até o dia 15 e depois temos a Semana Santa antes de março terminar. Essas coisas do turismo são complicadas. Fatos totalmente alheios à nossa vontade e ao nosso controle nos afetam demasiadamente. Agora precisamos nos dedicar muito mais, ficar mais atentos, senão os apartamentos ficam vazios, coisa que não estava acontecendo antes”.

Mário Pretto, hoteleiro e dono do Complexo Cristo Luz - “O turismo em Santa Catarina está em alta no país. Mesmo assim a nossa alta temporada terminou 28 de janeiro e foi abaixo da expectativa. O poder de compra do brasileiro retroagiu lá para 2013. O argentino também não correspondeu à expectativa da hotelaria da cidade e do Estado, porque o dólar ficou caro. Penso que tivemos uma redução de visitantes de 10 a 30% no alto verão. A primeira quinzena de janeiro parecia que ia decolar e na segunda, baixou o volume”, disse.

Nelson Oliveira, diretor de Turismo de BC - “O ano de 2017 e início de 2018 superaram as expectativas. Em janeiro de 2014, 1063 ônibus visitaram nossa cidade, trazendo 43.861 passageiros. Em janeiro de 2015, uma queda: 1053 ônibus e 43.795 passageiros. Em janeiro de 2016, apenas 1220 ônibus vieram, mas o número de passageiros foi maior que os anos anteriores: 52.140 passageiros. No ano passado, 1243 ônibus trouxeram 54.112 passageiros e no primeiro mês desse ano, 1362 ônibus e 56.209 passageiros nos visitaram. A empresa CVC Viagens, comprova através do número de pacotes aéreos vendidos para o destino Balneário Camboriú, que o aumento de 2016 para 2017 foi de aproximadamente 19%. O Parque Unipraias teve um acréscimo de 6% em visitantes no ano de 2017. Acreditamos que esse aumento se deu pela ampliação estratégica de divulgações no mercado interno e externo em parceria com o trade. Outro fator que influenciou foi a volta do município para o Colegiado da AMFRI. O poder público também sinaliza que Balneário Camboriú está aberto a inovações e novas matrizes econômicas, bem como investimentos da iniciativa privada, como o Atracadouro Tedesco, consolidado com 20 desembarques para temporada 2017/2018 e confirmados 27 desembarques para temporada 2018/2019 e após 15 anos sem nenhuma inovação em equipamentos turísticos, a aprovação do projeto da Roda Gigante”.

Eduardo Alvino da Silva, gerente regional da Ambiental - “Apesar desta temporada ser mais curta devido ao calendário, por conta do Carnaval prematuro, e posterior início das aulas escolares, ela está sendo bem mais intensa no tocante a geração de resíduos, corroborando desta forma até então, a previsão de um fluxo de pessoas maior do que na anterior, mas que para nossa atividade, mesmo com a precipitação das chuvas torrenciais ocorridas em janeiro, vêm transcorrendo dentro das expectativas. Comparando somente os meses de dezembro/16 + janeiro/17, com dezembro/17 + janeiro/18, apuramos um aumento de 9% no volume de resíduos gerados. Mantemos uma expectativa bastante otimista para a baixa temporada, baseados no aumento significativo na quantidade de resíduos coletados que temos notado, desde o segundo semestre/17, e que vem se mantendo de maneira consistente até o presente, o que nos leva a crer que o movimento na cidade, mesmo após o carnaval, deverá ser mais acentuado do que o mesmo período pós temporada anterior. Talvez estejamos começando a visualizar uma tênue luz no fim do túnel da crise que o país ainda atravessa”.
 

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade



Geral

20 são em uma lojas de fast food Burguer King  


Justiça

Acusado diz que falará primeiro com seu advogado antes de se manifestar. Ele foi penalizado com advertência.


Cidade

Esta é uma das últimas etapas para obtenção da Bandeira Azul


Cidade

Lei municipal que favorecia os consumidores foi derrubada pelo Supremo 


Publicidade


Publicidade


Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade

Página 3

Turismo: o Carnaval acabou e agora?

Daniele Sisnandes/Página 3
Tarde de segunda-feira: praia central continuava movimentada, apesar do dia nublado
Tarde de segunda-feira: praia central continuava movimentada, apesar do dia nublado

Apesar de um grande fluxo de turistas voltando à rotina depois do Carnaval, Balneário Camboriú ainda segue movimentada com a presença de muitos visitantes e nesta segunda-feira (19) a praia central continuava disputada.

O ritmo não é o mesmo da alta temporada, mas está longe de praia vazia. De acordo com a presidente do Conselho de Turismo e hoteleira, Dirce Fistarol, é normal um certo esvaziamento da cidade após o Carnaval, especialmente de brasileiros, algo que já estava previsto pelo setor.

Ela lembra, no entanto, que Balneário Camboriú continua com um bom movimento de turistas do Mercosul, o que deve se estender até o fim de março.

No mês que vem o fluxo deve ser reforçado com a temporada de turismo da terceira idade. Por enquanto, famílias e grupos continuam movimentando a praia, sem contar nos turistas particulares que chegam através de agências e portais de internet.

Opiniões diversas sobre o verão

Profissionais que lidam diretamente com o turismo foram ouvidos pela reportagem do Página 3 sobre o verão. Eles opinaram sobre o movimento até agora e que ainda podemos esperar da temporada:

Miro Teixeira, secretário de Turismo - “Mesmo com tanta chuva, segundo colhemos junto a hoteleiros e também na área da gastronomia, a alta temporada foi melhor, em termos de público. O Carnaval muito cedo quebra as pernas e o fluxo diminui um pouco por causa das aulas, mas semana que vem já melhora, aí tem todo fevereiro e março e a tendência é que esses meses serão muito bons”.

Evódio João de Souza, diretor do Parque - “Teve trovoadas que impossibilitaram o passeio de muitos turistas, mas teve a chegada dos navios, que compensou. Conseguimos equilibrar a situação e ficou igual a temporada anterior. Mas se não fossem tantas chuvas, teria sido muito melhor. Conversei com alguns hoteleiros e eles disseram que fevereiro e março estão bem reservados. Resumindo: o tempo é que decide tudo. Tempo bom é sinônimo de temporada de sucesso!”

Margot Rosenbrock Liborio, hoteleira e vice-presidente do Convention Bureau - “No final de janeiro o fluxo de turistas brasileiros já diminuiu bastante (fim do mês, aulas começando em São Paulo, tudo isso torna a temporada do mercado nacional bastante curta). E esse ano o Carnaval é cedo, então.. ainda mais curta. Do dia 10 de janeiro em diante, já tivemos uma redução do volume de procura e também cancelamentos em razão daquela chuva forte, a transição Dubai/Veneza foi bastante dura. No momento temos a questão da febre amarela, que também é algo complicado de gerenciar, mesmo que ainda estejamos em área livre da doença. As pessoas generalizam e reduz a intenção de viagem, principalmente do mercado externo. Até o dia 10 de janeiro foi quase uma temporada dos sonhos, depois dos meses de outubro, novembro e dezembro que também foram muito bons. Muito bons mesmo. Janeiro seguia no mesmo ritmo. Felizmente a temporada do mercado internacional, que para nós ainda é só Mercosul, principalmente Argentina, irá até o final de março, com mais força até o dia 15 e depois temos a Semana Santa antes de março terminar. Essas coisas do turismo são complicadas. Fatos totalmente alheios à nossa vontade e ao nosso controle nos afetam demasiadamente. Agora precisamos nos dedicar muito mais, ficar mais atentos, senão os apartamentos ficam vazios, coisa que não estava acontecendo antes”.

Mário Pretto, hoteleiro e dono do Complexo Cristo Luz - “O turismo em Santa Catarina está em alta no país. Mesmo assim a nossa alta temporada terminou 28 de janeiro e foi abaixo da expectativa. O poder de compra do brasileiro retroagiu lá para 2013. O argentino também não correspondeu à expectativa da hotelaria da cidade e do Estado, porque o dólar ficou caro. Penso que tivemos uma redução de visitantes de 10 a 30% no alto verão. A primeira quinzena de janeiro parecia que ia decolar e na segunda, baixou o volume”, disse.

Nelson Oliveira, diretor de Turismo de BC - “O ano de 2017 e início de 2018 superaram as expectativas. Em janeiro de 2014, 1063 ônibus visitaram nossa cidade, trazendo 43.861 passageiros. Em janeiro de 2015, uma queda: 1053 ônibus e 43.795 passageiros. Em janeiro de 2016, apenas 1220 ônibus vieram, mas o número de passageiros foi maior que os anos anteriores: 52.140 passageiros. No ano passado, 1243 ônibus trouxeram 54.112 passageiros e no primeiro mês desse ano, 1362 ônibus e 56.209 passageiros nos visitaram. A empresa CVC Viagens, comprova através do número de pacotes aéreos vendidos para o destino Balneário Camboriú, que o aumento de 2016 para 2017 foi de aproximadamente 19%. O Parque Unipraias teve um acréscimo de 6% em visitantes no ano de 2017. Acreditamos que esse aumento se deu pela ampliação estratégica de divulgações no mercado interno e externo em parceria com o trade. Outro fator que influenciou foi a volta do município para o Colegiado da AMFRI. O poder público também sinaliza que Balneário Camboriú está aberto a inovações e novas matrizes econômicas, bem como investimentos da iniciativa privada, como o Atracadouro Tedesco, consolidado com 20 desembarques para temporada 2017/2018 e confirmados 27 desembarques para temporada 2018/2019 e após 15 anos sem nenhuma inovação em equipamentos turísticos, a aprovação do projeto da Roda Gigante”.

Eduardo Alvino da Silva, gerente regional da Ambiental - “Apesar desta temporada ser mais curta devido ao calendário, por conta do Carnaval prematuro, e posterior início das aulas escolares, ela está sendo bem mais intensa no tocante a geração de resíduos, corroborando desta forma até então, a previsão de um fluxo de pessoas maior do que na anterior, mas que para nossa atividade, mesmo com a precipitação das chuvas torrenciais ocorridas em janeiro, vêm transcorrendo dentro das expectativas. Comparando somente os meses de dezembro/16 + janeiro/17, com dezembro/17 + janeiro/18, apuramos um aumento de 9% no volume de resíduos gerados. Mantemos uma expectativa bastante otimista para a baixa temporada, baseados no aumento significativo na quantidade de resíduos coletados que temos notado, desde o segundo semestre/17, e que vem se mantendo de maneira consistente até o presente, o que nos leva a crer que o movimento na cidade, mesmo após o carnaval, deverá ser mais acentuado do que o mesmo período pós temporada anterior. Talvez estejamos começando a visualizar uma tênue luz no fim do túnel da crise que o país ainda atravessa”.
 

Publicidade

Publicidade