Jornal Página 3

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Banca da Avelina muda de dona
Marlise Schneider Cezar
Banca da Avelina, quase 34 anos de praia

Segunda, 2/7/2018 11:48.

Por Marlise Schneider Cezar

A jornaleira mais antiga da praia, Avelina Mafra de Borba, decidiu que era hora de encerrar a profissão que exerceu por quase 34 anos, no centro de Balneário Camboriú. No sábado (30) foi seu último dia de trabalho.

Ela se aposentou, mas a banca continua no mesmo local, agora sob comando de Daniela Maggio e aberta ao público a partir desta segunda-feira com o nome de Banca da Dani, que agora será também tabacaria/revistaria/livraria, com saldos de livros novos a partir de R$ 10. Esta é a segunda banca de Dani (a primeira está no supermercado Meschke).

O Página3 que trabalhou com Avelina por 27 anos, esteve na banca no sábado, para lembrar um pouco desta historia.

“Quando eu comecei em dezembro de 1985 eu era a décima banca de jornais e revistas na praia. Era para ser somente um bico de temporada, reforço de caixa, mas foi tão bom o movimento que decidi seguir em frente. Larguei minha profissão de professora e me tornei jornaleira”, contou.

Naquele tempo, as pessoas liam mais, um pequeno atraso no horário de abrir a banca, já armava uma fila de espera pelos jornais do dia ou da semana.

“Tinha menos ítens naquele tempo, mas maior qualidade. A gente ganhava na quantidade vendida. Hoje tem muito mais títulos (variedade de produtos), mas com qualidade inferior com algumas exceções claro”, segue Avelina.

Segundo ela, o que ainda vende bem são as revistinhas de fofocas, as revistas Veja e Isto É e alguns jornais, mas vendem bem menos do que nos anos 80 e 90.

“Não temos mais jornais do Paraná, por exemplo. O Gazeta do Povo vendia muito bem, mas desde que virou semanal, nem mandam mais para cá. Ainda vendemos jornais de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo, mas em quantidades bem menores”, relatou.

Avelina com reportagem publicada no Página3

Balneário Camboriú mantém dois jornais, o Diarinho e o Bolsão. Avelina lembra que o Página 3 (agora só em versão online e somente com edições impressas em datas especiais) vendia muito bem, mas a edição que superou todas as vendas nestes 27 anos, foi “aquela manchete do crime do freezer, acho que vendi uns 180 jornais naquele final de semana”, lembrou.

Por quê parou?

A banca de jornais e revistas perdeu espaço com a chegada da internet. Hoje as pessoas preferem ler no computador, no celular.

“Tem até banca virtual. Então somando tudo isso e o cansaço, porque a banca funciona sete dias por semana, de manhã cedo até tarde da noite, nunca tem sábado, domingo ou feriado, eu acredito que fechou o meu ciclo na banca”, disse Avelina.

Mas ela continua na área. Foi convidada (e aceitou) trabalhar no Museu que Fernando Delatorre vai inaugurar na Rua 700.

“Ao longo desses anos fiz muitas amizades, as pessoas dizem que eu atendo e acolho, outros falam até que sou parte da família...tive muitas alegrias, porque cada cliente que entra é uma alegria. Tive bons vizinhos esses anos todos, até café da manhã colonial eu ganhava todo os domingos pela manhã (do vizinho Hotel Parnaso). Então foi uma época muito boa, guardarei boas lembranças de todos esses anos”, finalizou Avelina.

 

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Banca da Avelina muda de dona

Marlise Schneider Cezar
Banca da Avelina, quase 34 anos de praia
Banca da Avelina, quase 34 anos de praia

Por Marlise Schneider Cezar

A jornaleira mais antiga da praia, Avelina Mafra de Borba, decidiu que era hora de encerrar a profissão que exerceu por quase 34 anos, no centro de Balneário Camboriú. No sábado (30) foi seu último dia de trabalho.

Ela se aposentou, mas a banca continua no mesmo local, agora sob comando de Daniela Maggio e aberta ao público a partir desta segunda-feira com o nome de Banca da Dani, que agora será também tabacaria/revistaria/livraria, com saldos de livros novos a partir de R$ 10. Esta é a segunda banca de Dani (a primeira está no supermercado Meschke).

O Página3 que trabalhou com Avelina por 27 anos, esteve na banca no sábado, para lembrar um pouco desta historia.

“Quando eu comecei em dezembro de 1985 eu era a décima banca de jornais e revistas na praia. Era para ser somente um bico de temporada, reforço de caixa, mas foi tão bom o movimento que decidi seguir em frente. Larguei minha profissão de professora e me tornei jornaleira”, contou.

Naquele tempo, as pessoas liam mais, um pequeno atraso no horário de abrir a banca, já armava uma fila de espera pelos jornais do dia ou da semana.

“Tinha menos ítens naquele tempo, mas maior qualidade. A gente ganhava na quantidade vendida. Hoje tem muito mais títulos (variedade de produtos), mas com qualidade inferior com algumas exceções claro”, segue Avelina.

Segundo ela, o que ainda vende bem são as revistinhas de fofocas, as revistas Veja e Isto É e alguns jornais, mas vendem bem menos do que nos anos 80 e 90.

“Não temos mais jornais do Paraná, por exemplo. O Gazeta do Povo vendia muito bem, mas desde que virou semanal, nem mandam mais para cá. Ainda vendemos jornais de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo, mas em quantidades bem menores”, relatou.

Avelina com reportagem publicada no Página3

Balneário Camboriú mantém dois jornais, o Diarinho e o Bolsão. Avelina lembra que o Página 3 (agora só em versão online e somente com edições impressas em datas especiais) vendia muito bem, mas a edição que superou todas as vendas nestes 27 anos, foi “aquela manchete do crime do freezer, acho que vendi uns 180 jornais naquele final de semana”, lembrou.

Por quê parou?

A banca de jornais e revistas perdeu espaço com a chegada da internet. Hoje as pessoas preferem ler no computador, no celular.

“Tem até banca virtual. Então somando tudo isso e o cansaço, porque a banca funciona sete dias por semana, de manhã cedo até tarde da noite, nunca tem sábado, domingo ou feriado, eu acredito que fechou o meu ciclo na banca”, disse Avelina.

Mas ela continua na área. Foi convidada (e aceitou) trabalhar no Museu que Fernando Delatorre vai inaugurar na Rua 700.

“Ao longo desses anos fiz muitas amizades, as pessoas dizem que eu atendo e acolho, outros falam até que sou parte da família...tive muitas alegrias, porque cada cliente que entra é uma alegria. Tive bons vizinhos esses anos todos, até café da manhã colonial eu ganhava todo os domingos pela manhã (do vizinho Hotel Parnaso). Então foi uma época muito boa, guardarei boas lembranças de todos esses anos”, finalizou Avelina.

 

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