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Prefeitura de Balneário Camboriú adota centro integrado de distribuição

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Fotos Daniele Sisnandes/Página 3

Segunda, 9/7/2018 18:00.

Inaugura na quinta-feira (12), às 10h, o Centro Integrado de Armazenamento e Distribuição (CIAD) da Prefeitura de Balneário Camboriú, o primeiro do serviço púbiico na região a ser centralizado e contar com gestão informatizada semelhante ao das distribuidoras privadas.

O CIAD faz parte do plano de governo do prefeito Fabrício Oliveira e foi planejado desde o começo do ano passado pelas ecretarias de Compras e Administração, porém só saiu agora devido atrasos causados por recursos de empresas nas licitações.

A empresa Branet Gestão de Logística em Saúde, de Tubarão, foi a vencedora da licitação. Ela traz um sistema que já funciona em outros municípios brasileiros para controle de estoque.

Ficarão no CIAD insumos das secretarias de Educação, Saúde, Inclusão Social e Administração. Materiais de Obras também serão guardados ali, mas ainda não foram transferidos.

Ficam de fora os hortifruti, as carnes e itens da agricultura familiar, porque esses são distribuídos pelos fornecedores diretamente nas unidades (a entrega é prevista nas licitações).

Os itens de almoxarifado do Hospital Ruth Cardoso também não foram contemplados pela licitação, porque o município está em vias de terceirizar a gestão daquela casa de saúde. No entanto, a prefeitura poderá incluir o Ruth Cardoso no momento que desejar, mediante aditivo.

Espaço não falta. São 2,5mil m2 em um “condomínio” fechado de galpões com guarita e segurança 24 horas, no km 131, às margens da BR-101, em Camboriú. Ninguém da prefeitura entra, os pedidos são feitos à empresa que fará a entrega (o transporte está previsto na licitação).

Controle

O secretário de Compras, Fernando Marchiori, explica que a instalação do CIAD visa justamente melhorar o controle do que é usado e, consequentemente, fiscalizar como está sendo empregado o dinheiro público.

Hoje não existe controle algum. Os setores vão pedindo reposições e os depósitos entregam. Agora cada secretaria terá um responsável, que avalizará pedido por pedido. Se houver alguma suspeita ou irregularidade, esse diretor também responderá administrativamente.

Segundo a diretora técnica da Branet, Thaíse Marcon, o sistema mesmo vai controlar os pedidos e pode emitir alertas em caso de solicitações fora da média, por exemplo, uma unidade que consome muito mais papel do que as outras. Assim, a empresa pode avisar a Prefeitura, caso haja algo suspeito.

No galpão cada secretaria tem seu setor, organizado por códigos. Thaíse esclareceu que quando os pedidos chegam, o sistema indica qual lote deve ser retirado, assim os que vencem primeiro serão distribuídos. As informações sobre o que está em vias de acabar também podem ser repassadas ao município, para agilizar reposições.

Investimento e economia

Um estudo realizado pela Secretaria de Administração prevê que a implantação do sistema traga benefícios aos cofres públicos,mas os dados divulgados não garantem isso

Haverá menos gastos com estrutura. Até o CIAD, o município gastava em torno de R$ 60 mil com aluguéis de depósitos de Educação, Saúde, Social e Administração. O aluguel do galpão unificado em Camboriú ficou em R$ 25,6 mil/mês.

Antes os depósitos tinham 56 funcionários, entre efetivos, ACTs e comissionados e agora o CIAD terá 17 funcionários da empresa, incluindo uma farmacêutica, assistentes de logística, motoristas e ajudantes. Os efetivos serão remanejados. A assessoria não informou o que acontecerá com ACTs e coordenadores.

O serviço de logística terá custo mensal de R$ 76 mil, mais o transporte. Cada quilômetro rodado custará R$ 4,50.

Só haveria economia garantida se a prefeitura eliminasse os funcionários até entaõ envolvidos com sua logística, mas isso não irá oocorrer. 

Entretanto a administração acredita que o investimento em controle vá se refletir em redução da quantidade de itens e na prevenção contra desperdício e possíveis desvios.

Hoje o município compra por ano cerca de R$ 100 milhões em bens materiais e serviços e a expectativa é reduzir esse valor, mas não há nada concreto nesse sentido. 

"Em Blumenau, que tem um CIAD implantado, o valor da economia chegou a mais de R$ 3 milhões ao ano", encerrou Marchiori.


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