Jornal Página 3

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Redução de despesa específica acende o “alarme anticorrupção” na Emasa

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Divulgação.

Sábado, 30/6/2018 9:58.

Com a mudança da empresa que presta serviços de manutenção das redes de água e esgoto da Emasa 45 dias atrás, essa despesa daquela autarquia municipal de água e esgoto de Balneário Camboriú despencou para menos de 50% que a média dos períodos anteriores.

O fato acendeu o “alarme anticorrupção” porque pode indicar a existência de fraude milionária nos últimos cinco anos.

O custo da manutenção é composto por uma parcela fixa em torno de R$ 110 mil e outra variável, proporcional aos serviços executados.

O fornecedor apresentava mensalmente a planilha que era conferida por duas pessoas. Ambas deixaram a Emasa há poucas semanas.

Nos últimos 16 meses, entre janeiro de 2017 e abril de 2018, a Emasa pagou em média R$ 751 mil mensais pelos serviços e quando a nova fornecedora assumiu, em maio, a despesa caiu para menos de R$ 300 mil por mês.

Por exemplo, a fatura deste mês que será fechada neste sábado, acumulava até às 15h de ontem R$ 258 mil de despesas e a expectativa é que somadas as ordens de serviços ainda em aberto o total fique em torno de R$ 300 mil.

Para comparação, o que agora está custando R$ 300 mil, em abril custou R$ 764 mil.

O contrato com o fornecedor antigo iniciou em 2013, ainda no governo Edson Piriquito, de forma que os valores envolvidos são elevados. Nos 27 meses entre janeiro de 2016 e abril de 2018 a empresa recebeu quase R$ 20 milhões.

Uma fonte da Emasa disse ao Página 3 que o novo fornecedor ainda não executou ou lançou ordens de serviços que o fornecedor antigo realizava regularmente, como manutenções preventivas e isso pode alterar o resultado.

No entanto ele não soube precisar o impacto que esses serviços teriam nas prestações de contas do novo fornecedor o que reforça a necessidade da auditoria e comparações dos relatórios dos dois últimos anos pelo menos.

Há mais de dois meses o Controle Interno da prefeitura vem analisando documentos da Emasa porque há suspeita de irregularidades em contratos e pagamentos a fornecedores.

Uma licitação que poderia chegar a R$ 60 milhões foi suspensa e teve seu edital reformulado por determinação do prefeito Fabrício Oliveira.

Ele quer que além do Controle Interno que já vem fazendo este trabalho, o Tribunal de Contas e o Ministério Público investiguem a Emasa.

Outro achado do Controle Interno foi um contrato de obras que venceu em janeiro de 2014, mas o pedido de prorrogação feito pelo fornecedor só foi protocolado na Emasa um mês depois do vencimento, portanto a prorrogação foi ilegal.

Esse fornecedor integra o consórcio de empresas que prestava o serviço de manutenção das redes agora sob suspeita.

Desde o governo Edson Piriquito essa empresa, individualmente ou associada em consórcio com outras, faturou mais de R$ 88 milhões na Emasa.

A reportagem entrou em contato por e-mail com a empresa que prestava o serviço, mas até o momento não houve retorno com sua versão dos fatos.


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