Jornal Página 3

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Tecnologia poderia baratear custo do estacionamento rotativo
Divulgação
Sistema baseado em OCR em Vila Velha, Espírito Santo.

Quinta, 8/3/2018 16:00.

(WALDEMAR CEZAR NETO/JP3) - A prefeitura apresentará amanhã, às 19h30, na Câmara de Vereadores, seu novo projeto para o estacionamento rotativo na cidade.

Essa é a terceira versão desenvolvida pela administração e o Diretor de Trânsito, Carlos Santi, se recusou hoje a antecipar mais detalhes à reportagem, como por exemplo o preço que será cobrado.

Talvez por medo da opinião pública, a falta de transparência parece uma tendência crescente no governo Fabrício Oliveira.

Um projeto dessa relevância, discutido num começo de noite de sexta-feira num plenário onde cabem 200 pessoas, poderia ser publicado no portal da prefeitura e distribuído à imprensa para chegar ao conhecimento de parcela maior da população e essa contribuir com opiniões na forma de consulta pública.

Ontem Santi disse ao Página 3 que o valor do estacionamento deverá estimular outros modais de transporte, mas a verdade é que os únicos modais que a cidade possui são automóveis e mototáxis.

O sistema de ciclovias não está completo e o transporte coletivo é carente de canaletas exclusivas (o que gera irregularidade de horários) e atendimento dentro dos bairros.

Dessa forma, sem modais alternativos, propor um estacionamento rotativo mais caro é apenas uma forma de onerar o cidadão.

O que algumas cidades -e setores na atual administração defendem- é que o preço da vaga seja dinâmico, em função da oferta e procura. Com isso em alguns locais elas custariam menos e em outros mais.

No final de novembro passado a prefeitura lançou através da Compur um edital para o estacionamento rotativo, mas ele foi feito às pressas, era tecnologicamente ruim e acabou bloqueado pelo Tribunal de Contas que apontou irregularidades.

O principal defeito daquele edital foi basear o serviço em mão de obra de monitores e não em tecnologia. Com isso do R$ 1,5 milhão previsto para gastar em seis meses, R$ 1 milhão seria com salários, encargos sociais, equipamentos para empregados etc.

Os sistemas mais modernos usam aplicativos por celular e os pontos comerciais convencionais para vender créditos do estacionamento.

Diversas empresas -e a reportagem conversou com algumas em São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná- usam a leitura das placas dos veículos por celulares ou câmeras (OCR) fixas ou afixadas em carros e motocicletas o que possibilita identificar se quem ocupa a vaga pagou ou não o rotativo.

Isso pode reduzir a mão de obra, aumentar a arrecadação inclusive de multas e fortalecer a segurança porque as mesmas câmeras identificam veículos procurados pela polícia.

Algumas cidades brasileiras já usam o sistema. Um veículo pode substituir vários monitores e as infrações são documentadas na hora com foto, local, data e hora. Um agente de trânsito, na ponta do sistema valida as infrações.

Estacionamento rotativo baseado em tecnologia pode ser extremamente rentável para a prefeitura. Em Itajaí, segundo reportagem do jornal Diário do Litoral, a concessionária faturou em 2016 R$ 3,8 milhões, mas apenas R$ 240 mil chegaram aos cofres públicos.

As concessionárias não querem vender seus softwares de rotativo o que levou a autoridade de trânsito de São Paulo, capital, a desenvolver seu próprio sistema e distribuir a venda por diversas empresas online e pontos comerciais mediante comissionamento.

No entanto, existem empresas que vendem o sistema, com a própria prefeitura administrando, por isso o debate público, na forma de consulta ampla à população, pode ajudar na busca da melhor solução.

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Tecnologia poderia baratear custo do estacionamento rotativo

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Sistema baseado em OCR em Vila Velha, Espírito Santo.
Sistema baseado em OCR em Vila Velha, Espírito Santo.

(WALDEMAR CEZAR NETO/JP3) - A prefeitura apresentará amanhã, às 19h30, na Câmara de Vereadores, seu novo projeto para o estacionamento rotativo na cidade.

Essa é a terceira versão desenvolvida pela administração e o Diretor de Trânsito, Carlos Santi, se recusou hoje a antecipar mais detalhes à reportagem, como por exemplo o preço que será cobrado.

Talvez por medo da opinião pública, a falta de transparência parece uma tendência crescente no governo Fabrício Oliveira.

Um projeto dessa relevância, discutido num começo de noite de sexta-feira num plenário onde cabem 200 pessoas, poderia ser publicado no portal da prefeitura e distribuído à imprensa para chegar ao conhecimento de parcela maior da população e essa contribuir com opiniões na forma de consulta pública.

Ontem Santi disse ao Página 3 que o valor do estacionamento deverá estimular outros modais de transporte, mas a verdade é que os únicos modais que a cidade possui são automóveis e mototáxis.

O sistema de ciclovias não está completo e o transporte coletivo é carente de canaletas exclusivas (o que gera irregularidade de horários) e atendimento dentro dos bairros.

Dessa forma, sem modais alternativos, propor um estacionamento rotativo mais caro é apenas uma forma de onerar o cidadão.

O que algumas cidades -e setores na atual administração defendem- é que o preço da vaga seja dinâmico, em função da oferta e procura. Com isso em alguns locais elas custariam menos e em outros mais.

No final de novembro passado a prefeitura lançou através da Compur um edital para o estacionamento rotativo, mas ele foi feito às pressas, era tecnologicamente ruim e acabou bloqueado pelo Tribunal de Contas que apontou irregularidades.

O principal defeito daquele edital foi basear o serviço em mão de obra de monitores e não em tecnologia. Com isso do R$ 1,5 milhão previsto para gastar em seis meses, R$ 1 milhão seria com salários, encargos sociais, equipamentos para empregados etc.

Os sistemas mais modernos usam aplicativos por celular e os pontos comerciais convencionais para vender créditos do estacionamento.

Diversas empresas -e a reportagem conversou com algumas em São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná- usam a leitura das placas dos veículos por celulares ou câmeras (OCR) fixas ou afixadas em carros e motocicletas o que possibilita identificar se quem ocupa a vaga pagou ou não o rotativo.

Isso pode reduzir a mão de obra, aumentar a arrecadação inclusive de multas e fortalecer a segurança porque as mesmas câmeras identificam veículos procurados pela polícia.

Algumas cidades brasileiras já usam o sistema. Um veículo pode substituir vários monitores e as infrações são documentadas na hora com foto, local, data e hora. Um agente de trânsito, na ponta do sistema valida as infrações.

Estacionamento rotativo baseado em tecnologia pode ser extremamente rentável para a prefeitura. Em Itajaí, segundo reportagem do jornal Diário do Litoral, a concessionária faturou em 2016 R$ 3,8 milhões, mas apenas R$ 240 mil chegaram aos cofres públicos.

As concessionárias não querem vender seus softwares de rotativo o que levou a autoridade de trânsito de São Paulo, capital, a desenvolver seu próprio sistema e distribuir a venda por diversas empresas online e pontos comerciais mediante comissionamento.

No entanto, existem empresas que vendem o sistema, com a própria prefeitura administrando, por isso o debate público, na forma de consulta ampla à população, pode ajudar na busca da melhor solução.

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