Jornal Página 3
Coluna
ALBC Ecos Literários
Por Academia de Letras

Balneário Camboriú

Se o Criador tiver preferências em sua criação,
Se existe um lugar onde a vida passa a ser contemplação,
Se a existência refletir a possibilidade da evolução,
Se diante do belo o homem reconhecer a própria exaltação,
Se a natureza expressa as sutilezas da grande integração,
Se o oceano oferece tesouros e riquezas ao alcance das mãos;
Se o mar embriaga por ocultar faces de outra dimensão,
Se as areias possibilitam sentir os pés no chão,
Se o sol pudesse escolher onde fixar sua morada no verão,
Se as pessoas reconhecessem a simplicidade de viver com sedução,


E, se…


Se fosse possível aquilatar tão rara beleza…
Essa, que acolhe os filhos da mãe natureza,
Que acalenta em seu seio a realeza,
Que ampara os sonhos de ser com certeza
E alimenta os anseios de alcançar a singeleza…
Chamaria essa infinita e rara beleza,
Balneário Camboriú, com certeza.


Miriam de Almeida
Cadeira n. 24
Patrono Mário Quintana

Escrito por Academia de Letras, 18/07/2018 às 15h35 | elianarjz@gmail.com

Homenagem a Balneário Camboriú

Por Tamara Kauffmann 

Balneário Camboriú

Um lugar muito gracioso
onde um rio caudaloso
pede licença para entrar no mar.

O rio, que é cercado de montanhas pequenas
cheias de vegetação luxuriante,
mas com construções gigantes.

Encontramos no centro, uma baia,
com mar cor de esmeralda,
ondas amenas,
areia fina e branca
onde as pessoas
se sentem serenas.

Encontramos esta cidade que
o nosso coração enternece
pois todos que a vêem pela primeira vez
não a esquecem
e prometem outra vez visitar
e ao aqui e retornar,
decidem definitivamente
aqui morar.

Pois essa pequena cidade
conquista todo mundo,
de qualquer idade.
Pois a sua bela vista
já cativou e até formou
muitos artistas!

Parabéns pelos 54 anos
que você este ano alcançou
que continua a crescer
e a todos nós conquistou.

 

Site da Academia de Letras: http://albc.com.br

Escrito por Academia de Letras, 10/07/2018 às 12h57 | elianarjz@gmail.com

Nas Águas do Mar

Aqui me sinto perdido,
neste mundo sem sentido,
que faz a vida pirar...

Meu grito não mais ecoa,
sou do mundo uma pessoa
com tristeza de matar.

As vezes só, no meu templo,
busco a paz, e te contemplo,
sinto a alma se animar...

Por isso eu rezo e suplico
e digo: aqui eu não fico,
porque não sei te esperar.

Um dia desses, quem sabe,
com todo amor que me cabe,
não te vou desencantar!!!

E nesse encanto, te vejo,
dou-te um abraço e te beijo
ao livre leu do luar.

Desfaço então meus tormentos,
mando tudo para os ventos
levarem a outro lugar...

Mas no poente inimigo
hei de cumprir meu castigo
no bravo mar a ruflar.

Se lá morrer, te perigo,
encanto não tem perigo,
onde quer eu vou te acha...

Então descubro o teu mundo,
e com o amor, mais profundo,
vou bailando sem parar...

E nesse baile prossigo,
divina deusa, contigo,
vou bailando ao fim do mar...

Ari Santos de Campos
Presidente da ALBC

Site da ALBC: http://albc.com.br/

 

Escrito por Academia de Letras, 05/07/2018 às 12h46 | elianarjz@gmail.com

Primeiras Palavras

No ano de 2002, um grupo de escritores fundou a Academia de Letras de Balneário Camboriú - ALBC com o objetivo de promover e divulgar a literatura.

Passados 16 anos de atividade, a ALBC dá um passo importante para a aproximação dos Acadêmicos com a sociedade através desta coluna no Jornal Página 3, onde divulgará poesias, crônicas, contos, artigos informativos e outras produções literárias.

Lindolf Bell, poeta nascido em Timbó, foi escolhido para ser o patrono da ALBC. É, portanto, justo que a primeira publicação seja uma homenagem a esse poeta maior porque “a poesia é o instrumento mais generoso para eliminar a solidão, a indiferença, o desencanto, o cinismo e a discriminação.(...) Se o poema, muitas vezes, amadurece sem terras, em solidão, sua existência (resistência) se justifica para lembrar que o ser humano mais uma vez não é ilha, mas partilha.” 1

O verso “Menor que meu sonho não posso ser” foi escolhido como lema da ALBC.


O POEMA DO ANDARILHO

Lindolf Bell



Menor que meu sonho 
não posso ser 

Mil identidades secretas. 
Mil sobras, sombras, mil dias. 
Todas palavras e tudo. 
Barco de ambiguidade, 
sôfregas palavras. 
De todas contradições, desencontros, 
dos contrários de mim, 
andarilho da flecha de várias pontas, direções. 
Dos outros seres 
que também andarilham. 

Pois menor que meu sonho 
não posso ser 

Andarilho 
de ervas sutis 
crescidas de noites luzes 
becos latinos frêmitos Andes ilhas. 
Andarilho 
de santos falidos, feridos 
de vaidade. 
Dos frutos da segurança vã, 
vã beleza de repente solidão. 

Feitiços, laços, encantamentos. 
Prodígios, Tordesilhas, ressentimentos. 
Andarilho de perder pele, asa e uso, 
mariposa da lua difusa do amanhecer. 
Andarilho 
de paisagens precárias do sentimento 
guardado a sete chaves, 
não fotografável, 
nem desvendável em câmaras escuras, secretas torturas, 
ou à luz de teus olhos surpresos, presos 
nos meus olhos, ilhas. 
Pois menor que meu sonho 
não posso ser 

Andarilho. 
De insignificâncias magníficas colheitas do nada. 
De tudo que ninguém se lembra 
nem nunca escreveu. 
De uma nuvem veloz reflexo de outra nuvem 
andarilha nuvem do sul 
de onde vem a luz, 
andarilho. 

Crescem em mim as palavras sensações mais estranhas 
e andarilham. 
Arrulho de palavra pousada ave 
sobre um minuto de trégua e milagre do tempo 
quando o sol se põe atrás do horizonte inquieto 
do dicionário 
e da dúvida: 
armadilha. 

na saliva na garganta 
na palavra escrita primavera 
na capa de um caderno antigo 
do Grupo Escolar Polidoro Santiago de Timbó 
andarilho de linhas esquecidas tortas velhas trilhas 
datas de nascimento e burlescos aniversários 
andarilho andorinha 
em ziguezague na festa 
na face de Deus. 

Aos trancos e barrancos, andarilho. 
De trincos e garimpos, andarilho. 
Andarilho de desafios, desafinos. 
De socos recebidos e raros revides, 
de atonias em atrofias, andarilho. 

Andarilho. 
Na diferença palpável da volúpia. 
De assédios, impertinências, ideologias. 
De recalques, 
decalques, vídeos, celulóides, fitas 
gravadas da liberdade, 
gravatas, contatos, contratos, 
andarilho. 

Pois menor que meu sonho 
não posso ser. (...)2


 

Autor: Eliana Jimenez - 1ª. Secretária da ALBC

Conheça o site da ALBC: http://albc.com.br/

Referências:

1 http://www.lindolfbell.com.br/o-poema/, acesso em 20/06/2018

2 http://www.avozdapoesia.com.br/obras_ler.php?obra_id=10465&poeta_id=277, acesso em 20/06/2018

Escrito por Academia de Letras, 28/06/2018 às 19h22 | elianarjz@gmail.com



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