Jornal Página 3
Coluna
Cá Pra Nós
Por Fernando Baumann

Maria, Maria

  

Refletindo esta semana sobre o dia da mulher lembrei de um acontecimento muito interessante que marcou definitivamente a minha vida. O ano era 2013 e estava vindo de bicicleta de Buenos Aires a Balneário Camboriú com meu amigo Luiz, num desafio contra o tempo, pedalando em média 230,0 km a cada 24:00h. Um evento muito intenso.

Desde muito tempo tenho uma ligação próxima com Maria, a mãe de Jesus. Não sei porque nem quando isso aconteceu, mas sinto sempre a presença dela, me orientando e protegendo(é certo que tenho dificuldade em escutar).

Entramos no Brasil por Uruguaiana e seguimos para Porto Alegre via BR 290. Uma rodovia sinistra e com intenso fluxo de caminhões. Pista simples e boa parte sem acostamento adequado para pedalar, o que exigia uma dose exagerada de atenção, aguçando os sentidos.

Era final do dia e àquele período do ano o sol se punha mais tarde. O Luiz, mais disposto, havia aberto uma boa distância de mim, sendo que eu já não mais o via. Foi quando senti uma uma luz me envolvendo, então imaginei que o sol tivesse surgido por detraz de alguma nuvem e criado àquele efeito encantador. Me virei para traz e pude perceber que o sol no horizonte oeste continuava tímido e encoberto, preparando para se recolher após um longo dia de exposição.

De forma natural e espontânea comecei a conversar com meus anjos e guias protetores, num desabafo em voz alta e digna  de perturbação se alguém pudesse assistir. Por sorte não havia mais nenhum ser humano naquele local. Também nem sei se veículos passaram por mim. Um papo-cabeça prá deixar as pendências em dia. Tomei muita bronca. Chorei, gritei, sorri!

Então, de repente, eles se silenciaram. Um profundo sentimento de paz acalmou meu coração. Numa fração de tempo passei a  escutar uma voz feminina e suave vinda de longe, se aproximando  cada vez mais até ficar compreensível. Imediatamente reconheci Maria, a mãe de Jesus. Seu amor e sua luz confirmaram toda a minha crença na existência de um Deus bondoso e justo, de amor, esperança e perdão.

Não tenho noção de quanto tempo se passou, se uma hora ou um minuto.

Quando Maria se foi e retomei o meu estado de consciência física me senti pleno, num profundo sentimento de  contemplação e gratidão pelo que tinha acontecido. Jamais  vi isso. Mas as surpresas não tinham acabado, pois nesse momento olho para a esquerda e no acostamento do outro lado da rodovia avisto um grande altar com a imagem da mãe de Jesus. Em estado de graça paro a minha bicicleta, ajoelho e oro.

Seguindo viajem em razão do objetivo a cumprir, quilômetros a frente chego a cidade de Rosário do Sul e entendo o por que da imagem a beira da rodovia.

Até hoje sempre que lembro ou conto esta história a alguém sinto um arrepio percorrer o meu corpo de ponta-a-ponta. Foi uma experiência única e indivisível e que cabe apenas a mim saber o quanto foi real. 

Escrito por Fernando Baumann, 08/03/2018 às 15h48 | fernando@bba-reiki.com.br



Fernando Baumann

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Economista, empresário e militante das causas coletivas, acredita no associativismo e cooperativismo como ferramentas para a construção de uma sociedade mais justa. Busca incessantemente evoluir como ser humano e social.


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