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Coluna
Cá Pra Nós
Por Fernando Baumann

Brasilidade

 Da série “o Brasil que queremos”, promovida por importante canal televisivo, mostra uma preocupação maciça dos brasileiros com a corrupção. De modo geral, de norte a sul, todos abordam este tema.

Isto mostra o grau de maturidade que estamos vivendo, promovido principalmente  pelas movimentações punitivas a respeito. Jamais se imaginou condenar e fazer cumprir as condenações de medalhões do meio político e empresarial. Já é uma grande quebra de paradigma. Mesmo cometendo possíveis erros, o judiciário tem demonstrado que está no caminho certo, mostrando que o crime não compensa. O jargão “rouba mas faz” já não é unanimidade, e o fato de alguém em algum momento ter feito algo de bom não chancela que se aproprie do que é não é seu, seja direta ou indiretamente.

Mas não é apenas isto. Nós precisamos reconhecer que tirar vantagem e pensar apenas em si faz parte da nossa cultura, e isto é sintoma de uma sociedade doente com tendência a corromper. Segundo Calil Simão, é pressuposto necessário para a instalação da corrupção a ausência de interesse ou compromisso com o bem comum. Vou explicar melhor antes que você possa condenar minha opinião:

1 - O que significa estacionar o carro em vaga de deficiente ou idoso sem ter direito a isso?   

2 - O que significa um veículo sair do posto de gasolina da rua 904 por cima da faixa de segurança sem respeitar a vez de quem está na fila ou do pedestre que está atravessando?

3 - O que significa o funcionário pedir o maldito acordo para sacar o FGTS e receber o seguro desemprego quando quer sair da empresa onde trabalha?

4 – O que significa colar a prova ou pagar para alguém fazer um trabalho escolar?

5 – O que significa um profissional pago para especificar algo receber comissão de quem ele indicou sem o conhecimento do cliente?

6 – O que significa sonegar impostos, mesmo que esta seja a condição para sobreviver como muitos justificam?

7 – O que significa o saque da carga de um caminhão acidentado?

8 – O que significa entregar um falso atestado de saúde?

Minha análise está adequada e os sintomas acima dizem respeito a nós? Você concorda que temos muito a fazer por nós mesmos, e que se não começar por cada um não vai ter jeito? Quero então sugerir, para que este momento difícil mas importante não passe em vão, que cada um julgue a si antes de julgar os outros ou o sistema. Provavelmente muitos de nós já cometemos as faltas mencionadas. Eu me encaixo em algumas.

Então, “bora” fazer um novo país?

 

Escrito por Fernando Baumann, 12/06/2018 às 05h05 | fernando@bba-reiki.com.br



Fernando Baumann

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Economista, empresário e militante das causas coletivas, acredita no associativismo e cooperativismo como ferramentas para a construção de uma sociedade mais justa. Busca incessantemente evoluir como ser humano e social.


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