Jornal Página 3
Coluna
Dedo na Moleira
Por Waldemar Cezar Neto

Sadia e Perdigão descobrem quanto custa a desonestidade

O mercado mundial de proteína animal foi sacudido hoje pela prisão de pessoas envolvidas com supostas fraudes no grupo BRF que inclui Sadia, Perdigão, Batavo e outras marcas nas quais os consumidores CONFIAVAM.

Além do prejuízo imediato porque as exportações da BRF estão proibidas existe uma perda infinitamente maior que é a da confiança do consumidor.

Falo por mim, mas penso que a média pensa de forma semelhante: se fosse Sadia ou Perdigão comprava de olhos fechados porque CONFIAVA.

Confiava até descobrir que a saúde das pessoas está sendo desrespeitada em nome do lucro.

Para os catarinenses, orgulhosos que Sadia e Perdigão nasceram aqui, a decepção é maior.

Está na mídia depoimento de Adriana Marques Carvalho, ex-supervisora de laboratório de alimentos da BRF e alguns trechos dão vontade de propor lei considerando crime hediondo a fraude em alimentos, confira:

Ela diz que foi obrigada pelos seus superiores a alterar as análises que diagnosticavam contaminação e diminuir os níveis da bactéria salmonella, que impediriam a exportação dos produtos para mercados externos de controle mais rígido.

40% a 70% das avaliações mensais de produtos realizadas no laboratório de Rio Verde (GO) apresentavam a existência da bactéria salmonella e ela era obrigada a alterar o resultado para o limite permitido de positividade de 23%.

Além das adulterações, Carvalho alega que muitas vezes os responsáveis por lhe repassar as amostras de cada lote não o faziam e, nesses casos, ela era obrigada a simular laudos e amostras, como se a análise tivesse ocorrido normalmente.

Nesse momento em que escrevo, as ações da BRF despencaram mais de 18%, os caras jogaram quase 20% da empresa no lixo e penso que isso vai continuar caindo como ocorreu com as empresas dos desonestos irmãos Batista, aqueles que diziam que poderíamos confiar na Friboi.

Escrito por Waldemar Cezar Neto, 05/03/2018 às 16h10 | waldemar@camboriu.com.br



Waldemar Cezar Neto

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Lê, pesca, cozinha, escreve e é diretor chefe do Jornal Página 3.


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