Jornal Página 3
Coluna
Economia & Negócios
Por Augusto Cesar Diegoli

Economia na Semana

Leilão da Manes

Bens da tradicional fabricante de colchões e estofados Manes, de Guaramirim, vão a leilão. O pacote inclui um complexo fabril às margens da BR-280 com cerca de 60 mil m2 de área e outros imóveis não operacionais, além de terrenos. Tudo está avaliado em R$ 84 milhões. Caso não apareçam interessados em primeira chamada, será convocada uma segunda dia 1º de junho. Neste caso, o lance mínimo cai para R$ 50 milhões.

Hercílio Luz vende estádio

O Hercílio Luz, de Tubarão, concluiu a venda do Estádio Anibal Costa para um grupo de investidores. A transação foi efetivada pelo valor aproximado de R$ 12 milhões, dinheiro que o clube pretende utilizar para quitar dívidas e fazer uma grande reestruturação. A compra foi feita pela empresa 3-Sm Administração de Bens, de São Ludgero. O clube iniciou a movimentação para vender o imóvel em 2016.

Pesquisa

Pela primeira vez, a Secretaria de Turismo de Balneário Camboriú lançou pesquisa de demanda exclusiva para o público idoso. O questionário leva em conta a escolha da cidade e o que há a melhorar na oferta turística para quem tem mais de 65 anos. Balneário é uma das cidades mais visitadas do Estado por grupos de idosos, especialmente nos meses seguintes à alta temporada de verão.

Abusivo

Esses burocratas das estatais federais não aprendem mesmo. A Eletrobrás, totalmente quebrada e com uma dívida bilionária, oferece o mais novo exemplo da falta de espírito público. Seu presidente está pedindo aumento do próprio salário. Passaria de R$ 52,2 mil para R$ 76,6 mil. Não só para o presidente da Eletrobrás, mas também para os “62 diretores estatutários das empresas Eletrobrás”. O reajuste foi indeferido pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.

Cadastro positivo

O plenário da Câmara dos Deputados acaba de aprovar o texto-base do projeto de lei que prevê a adesão automática de todos os consumidores ao cadastro positivo, uma espécie de banco de dados com informações de tomadores de crédito. Prevaleceu a proposta da equipe econômica, que enxerga na iniciativa uma forma de reduzir a taxa de juros ao cliente final.

IFC de Brusque

Desde o início de abril, toda a estrutura do Instituto Federal Catarinense (IFC) de Brusque já funciona no espaço construído no bairro Jardim Maluche. A obra teve início em 2013, ficou paralisada por um ano devido a problemas na licitação e adaptação de projetos e há cerca de um mês, foi entregue de forma parcial, ou seja, a empresa continua fazendo ajustes necessários, sem interferir na rotina dos alunos. A construção do campus de Brusque teve o valor final de pouco mais de R$ 11,3 milhões, sendo que o local tem 5,6 mil m2 de área construída.

Queixas dos Correios

Agências lotadas, entregas mais lentas, funcionários e clientes descontentes são o cenário deixado pela crise dos Correios, que vai entrar em mais uma etapa. Enquanto explodem reclamações de usuários, a estatal anunciou que estuda fechar mais agências. No primeiro semestre de 2017, cerca de 250 foram fechadas. Mais de 33 mil queixas foram registradas de janeiro a abril, ante 12,3 mil em igual período de 2017. Desde 2015, 10 mil funcionários foram cortados. Hoje, o número de trabalhadores é de 106 mil.

Mais inadimplentes

A inadimplência do consumidor cresceu 3,54% em abril, a sétima alta seguida. Os dados são de levantamento feito pelo SPC/CNDL. O Brasil tem quase 18 milhões de contas em atraso na faixa dos 30 a 39 anos de idade. O mês de abril fechou com 62,2 milhões de pessoas negativadas.

Ação milionária

A advogada Márcia Maes deve impetrar no final deste mês ação civil pública contra a Fundação Celos e a Celesc Distribuição para buscar a recuperação das perdas ocorridas na Fundação Celesc de Seguridade Social. Empregados aposentados e pensionistas estiveram reunidos e decidiram ingressar na Justiça. Segundo a advogada, as perdas são superiores a R$ 900 milhões. Já há decisões favoráveis na Petros e na Postalis sobre as mesmas perdas.

Varejo catarinense

O volume de vendas do varejo catarinense cresceu 12,8% no primeiro trimestre deste ano, alcançando o segundo melhor desempenho do país frente aos três primeiros meses de 2017. Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada pelo IBGE. Roraima registrou o maior incremento: 12,9%. Na outra ponta, Goiás sofreu a maior queda: (-5,5%), seguido do Distrito Federal (-2,3%). A média brasileira para o período foi de 6,6%.

Brasil ou Argentina (1)

Muitos anos atrás, foi inventada a expressão “efeito Orloff” para falar de problemas enfrentados pela Argentina que acabavam no Brasil. Isso começou por causa de um famoso comercial de vodca, em que um sujeito dizia a uma sósia “Eu sou você amanhã”, para mostrar que a bebida não dava ressaca. Por muito tempo, de fato, as economias brasileira e argentina passaram por crises parecidas: ora era a dívida externa, ora a inflação descontrolada. Também havia a tradição de pedir grana ao FMI, que sempre impõe medidas duras de ajuste aos países que ajuda. Pois a Argentina, mais uma vez na pindaíba, resolveu agora negociar um novo pacote de socorro com o Fundo Monetário. Será que o Brasil vai pelo mesmo caminho?

Brasil e Argentina (2)

Ao que tudo indica, não. Nossa situação está longe de ser boa, mas desta vez os países estão enfrentando dificuldades diferentes. Lá, o governo gasta mais do que arrecada e cobre essa diferença com dinheiro buscado no exterior. Eles precisam muito de dólares. Aqui também há um rombo (até maior) no Orçamento, mas ele é bancado com a grana dos brasileiros, em moeda nacional. Nós temos dólares sobrando. Isso não quer dizer que a solução brasileira seja boa. Como o governo toma tanta grana no país, sobra pouco nos bancos para financiar os consumidores e as empresas. Lá como aqui, vai ser preciso arrumar as contas públicas, o que é sempre duro. Nossa vantagem, pelo menos por enquanto, é não precisar seguir as ordens do FMI.

Inflação pelo IGP-DI

O IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) fechou abril em 0,93%. O acumulado de janeiro a abril é de 2,24% e, dos últimos 12 meses, é de 2,97%. Seis dos oito setores que compõem a índice subiram, com destaque para saúde e cuidados pessoais (1,12%).

Pente-fino

Cidades do Vale foram alvo da Operação Rhea, deflagrada por fiscais da Secretaria da Fazenda de Santa Catarina. Os agentes verificaram a regularidade no uso de equipamentos de controle fiscal em estabelecimentos comerciais. A ação ocorreu em 50 municípios catarinenses.

Indústria comemora

A indústria automotiva vendeu 762,9 mil veículos entre janeiro e abril, 21,3% a mais ante o mesmo período de 2017, segundo a Anfavea (associação dos fabricantes). Em abril, foram comercializados 217,3 mil unidades, 38,5% acima do mesmo mês de 2017, melhor resultado desde 2015.

Imposto de Renda

A Receita Federal está disponibilizando consulta à restituição do Imposto de Renda para quem saiu da malha fina entre os anos de 2008 a 2017. O crédito será pago para 125,6 mil contribuintes. Informações no site: receita.fazenda.gov.br ou pelo telefone 146.

Altona contrata

A Altona abriu processo seletivo para contratação de 80 funcionários. São vagas operacionais em diferentes áreas do parque fabril da fundição blumenauense, O objetivo é reforçar o quadro de pessoal para o segundo semestre, época em que tradicionalmente o volume de encomendas é maior. Os números de 2018 até agora indicam aquecimento nos negócios da empresa, sobretudo em projetos ligados aos segmentos de energia, infraestrutura e mineração.

Mentoria de peso

Organização mundial de fomento aos empreendedorismo, a Endeavor selecionou 21 empresas catarinenses para participarem do Scale-Up, programa de apoio às startups que se destacam pela inovação e crescimento. O objetivo é que os empreendedores aprendam com os principais líderes empresariais do país e potencializem seus negócios. Na última edição do programa em 2017, foram 23 empresas do Estado entre os participantes. Em apenas sete meses, elas geraram cerca de 260 empregos e um aumento de, em média, 126% na receita dos negócios. Neste ano, empresas de Tubarão, Florianópolis, Blumenau, Brusque, Pomerode e Garopaba foram selecionadas para participar da turma de 2018.

Mais vendidos em abril

O mercado automotivo nacional registrou emplacamentos em abril, com uma média diária de 9.593 unidades. Entre os veículos, o Onix da GM mantém a ponta, seguido do HB20, na terceira posição vem o Ford Ka. O Prisma da GM e o Fiat Strada completam os cinco mais vendidos.

Balanço da Hering

A Cia. Hering, de Blumenau, encerrou o primeiro trimestre do ano com receita bruta de R$ 405,9 milhões, alta de 4,4% frente ao mesmo período de 2017. O lucro líquido oscilou um pouco para baixo, caindo de R$ 37,8 milhões para R$ 34,3 milhões. Todos os canais de venda (incluindo lojas próprias e multimarcas, franquias e comércio eletrônico) apresentaram resultados melhores. A antecipação dos feriados de Carnaval e Páscoa contribuíram para o bom desempenho.

Exportações de SC

As exportações catarinenses fecharam abril com valor de US$ 750 milhões, o que representa um aumento de 9,01% em relação ao mesmo período de 2017 e garante o melhor índice desde 2014. No cenário nacional, o Estado responde por 3,76% das vendas totais do Brasil. O balanço do primeiro quadrimestre de 2018 mostra que o setor alcançou quase US$ 2,7 bilhões, valor levemente acima dos primeiros quatro meses de 2017 (3,3%).

Projetos Sociais

O Banco Social e o Fundo Social são oportunidades para as empresas devolverem para a sociedade até 9% do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ). O valor pode ser aplicado em projetos de várias áreas sociais, educação e cultura por meio das leis federais, que contribuam para a transformação e a melhoria dos indicadores sociais da região. Segundo a Federação das Indústrias (Fiesc), R$ 200 milhões poderiam ser revertidos em projetos com essas finalidades, mas apenas 30% do total foram usados para isso ao longo de todo o ano passado pelas indústrias catarinenses.

Exportação de ovas

A primeira safra da tainha (pesca artesanal) começou na última semana, antes que o impedimento às exportações de pescado brasileiro para a União Europeia, que dura cinco meses, tenha sido resolvido. O impasse tem consequências graves para Santa Catarina, já que as ovas são o principal produto de exportação do nosso setor pesqueiro para a Europa. Se a suspensão não for revertida nas próximas semanas, a previsão é que o Estado deixe de vender o equivalente a US$ 3,5 milhões. Sem previsão de retomada das exportações, SC corre um sério risco de perder o mercado mais importante de ovas de tainha no mundo. A Europa absorve, além do produto melhor qualificado, também o de menor qualidade, como ovas avermelhadas ou quebradas, algo que outros mercados não aceitam.

Antiga Expofair

Uma faixa fixada no prédio da antiga Expofair, próximo à Vila Germânica, em Blumenau, revela que o imóvel está mais uma vez à venda. São 2,9 mil m2 de área construída em um terreno de 4,3 mil m2, incluindo um estacionamento externo. O espaço está avaliado em R$ 6,5 milhões. Fechado desde o fim de 2011, o imóvel chegou a receber feiras de negócios, shows e formaturas.

Escrito por Augusto Cesar Diegoli, 15/05/2018 às 10h15 | acdiegoli@gmail.com



Augusto Cesar Diegoli

Assina a coluna Economia & Negócios

Contabilista aposentado, graduado em Direito pela Univali (ex-Fepevi), pós graduado em Direito tributário e Finanças Empresariais pela Furb, árbitro/mediador e diretor da Câmara de Mediação e Arbitragrem de Brusque e diretor da Facema - Federação Catarinense das Entidades de Mediação e Arbitragem.


Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade

Fale Conosco - Anuncie no Página 3 - Normas de Uso
© Desenvolvido por Página 3

Endereço: Rua 2448, 360 - Balneário Camboriú - SC | Telefone: (47) 3367-3333 | Email: jornal@pagina3.com.br