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João José Leal foi eleito para Academia Catarinense de Letras

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Arquivo Pessoal

Terça, 26/6/2018 14:51.

O promotor de justiça e professor universitário aposentado João José Leal, 76, foi eleito para ocupar a Cadeira 31 da Academia Catarinense de Letras (ACL), no último dia 22, em assembleia geral para escolha de três novos acadêmicos. A referida cadeira tem como patrono o escritor Manoel José França e o fundador Henrique Boiteux. O último ocupante foi o professor, historiador e escritor Walter Piazza.

“Eu estava em Balneário Camboriú, quando recebi um telefonema do presidente da ACL, Salomão Ribas Júnior, com a grata a notícia de que meu nome havia sido escolhido para ocupar a Cadeira 31. Fico feliz e sinto-me realizado por esta honrosa distinção. Neste momento de minha vida, já afastado do Ministério Público e do ensino jurídico, considero um grande honra ter sido eleito para integrar a ACL, que reúne as figuras mais representativas das letras e da cultura catarinenses”, disse o novo acadêmico, que é colunista do jornal Página3.

Leal tem várias obras publicadas no campo das ciências criminais e da literatura. Semanalmente publica crônicas em jornais de Santa Catarina, entre eles, o Página 3. Seu último livro ‘Crônicas Tijucanas’ recebeu o Prêmio Catarinense de Literatura, concedido pela Fundação Catarinense de Cultura.

“Minhas atividades no Ministério Público de Santa Catarina, onde cheguei a ocupar o cargo máximo de Procurador Geral, com certeza, foram considerados. Afinal, o Promotor de Justiça trabalha escrevendo, redigindo peças forenses e eu sempre primei por uma linguagem objetiva, correta, sempre respeitando as regras básicas da ortografia, da pontuação, da sintaxe da Língua vernacular. Minhas atividades na academia universitária, onde exerci a docência superior por 30 anos, também deve ter sido considerado pelos acadêmicos”, avaliou o novo acadêmico.

O candidato eleito pode escolher a data da sua posse, que deverá marcar de comum acordo com a presidência da entidade. Ele acredita que poderá acontecer em agosto.

O acadêmico

Catarinense de Tijucas, João José Leal reside em Brusque. Graduado pela Faculdade de Direito da UFSC em 1966, é Mestre em Ciências Criminológicas pela Universidade de Bruxelas (1973/1974). É especialista em Direito pela Universidade de Nice (1968/1969); Livre-Docente-Doutor pela Universidade Gama Filho (Rio, 1995). É Promotor de Justiça aposentado; Ex-Procurador Geral de Justiça de Santa Catarina; Ex-Professor de Direito Penal, de Criminologia; Ex- Professor de Política Criminal e Controle Social do Programa de Mestrado em Ciência Jurídica da Univali; Ex- Diretor do Centro de Ciências Jurídicas da FURB/Blumenau (1990-1998); Fundador e Coordenador do Curso de Direito da Unifebe; Membro da Associação Internacional de Direito Penal (AIDP) e do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCrim).

Na área literária publicou ‘Páginas de uma Cidade. Crônicas. Florianópolis’: Ícone Design, 2012, 148 p. e ‘Estórias de uma Cidade. Crônicas Tijucanas’. Blumenau: Nova Letra, 2015, 224 p. e 962 crônicas em jornais catarinenses.

Na área jurídica publicou ‘Curso de Direito Penal’, Sérgio Fabris Editor, Porto Alegre, 1991, 576 pp.; ‘Crimes Hediondos, aspectos político-jurídicos da Lei n. 8072/90’, São Paulo: Atlas, 1996, 152 p.; ‘Direito Penal Geral’. São Paulo: Atlas, 1998, 480 p.; ‘Crimes Hediondos. A Lei 8.072/90 como Expressão do Direito Penal da Severidade’. Curitiba: Juruá, 2003, 320 p. e ‘Direito Penal Geral’. Florianópolis: OAB/SC Editora, 2004, 620 p., mais 83 artigos jurídicos publicados em revistas e periódicos de todo o país.

A Academia

A Academia Catarinense de Letras foi criada em outubro de 1920, com a denominação de Sociedade Catarinense de Letras e com a finalidade de promover a cultura literária, a Língua portuguesa e congregar os homens de letras de Santa Catarina.

José Boiteux, jurista e escritor, natural de Tijucas, é considerado seu fundador, por ter tomado a iniciativa de convidar seus primeiros integrantes para a assembleia de fundação.

Em 1924, com o objetivo de se adaptar ao modelo da Academia Brasileira de Letras (ABL), a entidade passou a se chamar Academia Catarinense de Letras (ACL) composta por 40 escritores catarinenses. As cadeiras são vitalícias e somente são declaradas vagas com a morte do seu ocupante. Nesse caso, é publicado edital para que os escritores interessados apresentem suas candidaturas.

A eleição se realiza em Assembleia Geral e a escolha do novo acadêmico leva em conta o seu currículo, suas atividades na área cultural, especialmente, a sua produção bibliográfica. Desde sua origem, a ACL admitiu mulheres em seus quadros, fato inovador no contexto de uma época e de uma sociedade que discriminava a mulher, que não trabalhava fora de casa, que não podia votar e que dependia da vontade do marido para exercer boa parte dos atos da vida civil. As professoras e escritoras Delminda Silveira e Maura de Senna Pereira foram as primeiras acadêmicas da entidade literária.


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