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Em Oscar pulverizado, "A Forma da Água" se torna o maior vencedor

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Divulgação.

Segunda, 5/3/2018 6:07.

GUILHERME GENESTRETI
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em sua primeira edição após a onda das acusações de assédio em Hollywood, o Oscar teve cerimônia de sua 90ª edição marcada por acenos às campanhas "MeToo" e "Time's Up", contra abusos sexuais e pró-representatividade. Já nas premiações, foi uma noite de poucas surpresas.

"A Forma da Água", trama sobre uma faxineira muda que se afeiçoa a um monstro aquático, acabou se provando o grande vencedor, como esperado, levando quatro prêmios: melhor filme, direção, trilha sonora e direção de arte. Ao subir no palco, o diretor mexicano Guillermo del Toro lembrou que é um imigrante no país e citou a trupe de personagens fora do padrão de seu filme.

A cerimônia ocorreu nesse domingo (4), em Los Angeles.

Nas categorias de atuação, os mais cotados levaram as estatuetas. Gary Oldman venceu seu primeiro Oscar por sua performance, sob pesada maquiagem, de Churchill em "O Destino de uma Nação".

Frances McDormand faturou seu segundo Oscar por viver a mãe enlutada e vingativa de "Três Anúncios para um Crime". O filme também rendeu a Sam Rockwell o prêmio de ator coadjuvante por seu policial racista que se redime.

McDormand aproveitou o palco para pedir que todas as mulheres indicadas ficassem de pé: "Vamos lutar para sermos roteiristas da inclusão."
Como atriz coadjuvante também venceu a favorita, Allison Janney, que faz a mãe megera da patinadora Tonya em "Eu, Tonya".

"Me Chame pelo Seu Nome", coproduzido pelo brasileiro Rodrigo Teixeira, levou a estatueta de roteiro adaptado, fazendo o roteirista James Ivory, 89, se tornar o vencedor do Oscar mais velho da história. Já "Corra!" ficou com melhor roteiro original.

Também não foram surpreendentes as categorias técnicas. A Forma da Água, que recria o início dos anos 1960, ganhou em direção de arte. "O Destino de uma Nação" levou em maquiagem. Já "Trama Fantasma", ambientado no universo da alta-costura, foi reconhecido por figurino.

Produção da gigante Pixar, "Viva: A Vida É Uma Festa" levou como melhor animação, tirando a estatueta do brasileiro Carlos Saldanha e seu "O Touro Ferdinando". Em seu discurso, o diretor Lee Unkrich fez uma ode ao México, onde a trama se passa, e afirmou que dedicava ao prêmio às crianças falantes de todos idiomas que enfim podiam se ver representadas.

"Viva" também ganhou o prêmio de melhor canção.

O Chile levou o Oscar de filme estrangeiro com "Uma Mulher Fantástica", de Sebastián Lelio, história sobre uma transexual (Daniela Vega) que se bate com a família do namorado morto.

Na categoria de documentário, "Ícaro", de Bryan Fogel, desbancou Agnès Varda, 89, e "Visages Villages". O vencedor escava bastidores do doping no mundo esportivo.

O filme de guerra Dunkirk faturou três estatuetas: edição de som, mixagem de som e montagem, coroando o empenho do diretor Christopher Nolan em criar experiência que ele quis ver vivida no cinema, e não no streaming.

Já a ficção "Blade Runner: 2049" levou dois prêmios: direção de fotografia e efeitos visuais, por sua recriação de uma Los Angeles futurista.
Num dos momentos mais emblemáticos, as atrizes Ashley Judd, Salma Hayek e Annabella Sciorra (as três assediadas pelo produtor Harvey Weinstein) subiram ao palco para apresentar um vídeo em que pessoas de várias minorias falaram sobre representatividade nos filmes.

"Saudamos os espíritos que não permitiram que seu gênero, raça ou etnia os impedisse de contar suas histórias", disse Hayek. Vários dos apresentadores das categorias eram membros de alguma minoria: mulheres, negros, indígenas, transexuais...

Mesmo o apresentador Jimmy Kimmel foi contido ao fazer as piadas. Mas alfinetou Weinstein logo em seu monólogo inicial, mencionando a expulsão dele da Academia. "Merecia mais", afirmou.

Ainda sobre assédios sexuais, Kimmel disse que a estatueta do Oscar era o "homem mais respeitado em Hollywood, pois tem as mãos onde se pode ver e não possui pênis".

O apresentador também alfinetou Donald Trump, ao dizer que o presidente aprovaria três quartos do filme de temática racial "Corra!", ou seja, tudo exceto a parte da morte dos personagens brancos.

Kimmel também brincou com a gafe do ano passado e chamou Warren Beatty e Faye Dunaway para apresentar o prêmio principal novamente. 

No tapete vermelho, tom político cede lugar ao habitual desfile de tendências

PEDRO DINIZ
PARIS, FRANÇA (FOLHAPRESS) - Tudo correu como deveria para a alegria de grifes, organização e atrizes a fim de um close. O pretinho básico, verniz político que tomou o tapete vermelho do Globo de Ouro, cedeu espaço no Oscar para o habitual desfile de tendências.

A campanha "Time's Up", que enlutou atrizes dois meses antes contra o machismo, só apareceu em poucos broches.

O protocolo deste ano pedia roxo, ou ultravioleta, como cravou a Pantone em sua lista de cores para 2018. Pedia ainda branco, vermelho e algum brilho prateado, como os desfiles de alta-costura mostraram no início deste ano.

A maioria das atrizes optou por longos fáceis dentro dessa paleta, com os braços livres, corte assimétrico e lisos, com poucas texturas. O conflito entre parecer "fashion" e bonita ao mesmo tempo resultou, como em outras edições, no "look" bonito na medida.

Mas há boas exceções. Emma Stone com seu conjunto Louis Vuitton composto por blazer, calça e laço amarrado na cintura prova que é possível fugir do visual baile de debutante. Proporções corretas e tecidos iluminados fizeram do "look" de trabalho uma opção para tapete vermelho.

Nicole Kidman, de Armani Privé, grife que etiquetou diversos vestidos da noite, não deu sono com seu vestido azul cortado com precisão matemática. O tomara-que-caia tem busto estruturado e um laço enorme na cintura que só pode ser aplicado a partir de jogo de pesos e medidas elaborados por mão experiente. Trajada com longo da Christian Dior, Jennifer Lawrence brilhou em excesso, pesou a maquiagem, fez dancinha e balançou a silhueta sereia da peça metalizada. A queridinha de Hollywood sabia que a ordem da noite era se mostrar.

Taraji P. Henson, de longo Vera Wang, descoloriu o mundo cor de rosa da Academia e vestiu preto "o dela era todo transparente e com fendas", a atriz alfinetou o apresentador Ryan Secreast, do canal "E!", acusado de assédio por uma ex-assistente.

"O universo dá um jeito de cuidar das pessoas boas. Entende o que digo?", disse, com mão no queixo do entrevistador. Virou meme nas redes, algo que Hollywood parece esperar dos tapetes vermelhos.


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