Jornal Página 3

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Retomada patina e analistas estão revendo projeções de crescimento

Sábado, 14/4/2018 8:37.

FLAVIA LIMA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após a frustração com o desempenho da indústria e do varejo neste início de ano, os dados que faltavam para compor um quadro mais claro da atividade econômica no primeiro trimestre -os de serviços- colocaram uma pá de cal nas expectativas mais otimistas para o PIB (Produto Interno Bruto) de 2018.

O caso mais emblemático na rodada de revisões é o do Banco Fibra. Com crescimento de 4,1% para o PIB deste ano, o banco se dobrou aos últimos números e deve anunciar em breve a revisão.

"Ela vai ser grande. Se ficar em 3% é bastante", diz o economista-chefe do Fibra, Cristiano Oliveira.

A percepção é que, ancorada em dados vacilantes, a economia ainda não engatou como era esperado e a recuperação por ora patina, cada vez mais dependente de um segundo semestre mais forte.

O varejo dá sinais dúbios, afetado por 13 milhões de desempregados e um mercado de trabalho que reage na base da informalidade.

O indicador que representa mais de 60% do PIB brasileiro e que incorpora a promessa de ser o grande motor do crescimento em 2018 caiu 0,2% em fevereiro, enquanto se previa alta perto de 0,8%.

Embora automóveis e material de construção, mais dependentes de crédito, tenham reagido, os itens mais ligados à renda, como as vendas de supermercados, fraquejaram.

Os serviços também não animam. Segundo dados divulgados na sexta (13) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a alta foi de apenas 0,1% em fevereiro, com um agravante: o segmento também cai na comparação com igual mês do ano passado (-2,2%).

Para completar, a produção da indústria, que vinha surpreendendo positivamente, engasgou. Após uma queda de 2,2% em janeiro sobre dezembro, a alta em fevereiro foi de apenas 0,2%.

Diante do quadro mais incerto, as projeções para o PIB do primeiro trimestre são as as primeiras a ser atingidas.

Os dois maiores bancos privados do país, Itaú e Bradesco, revisaram estimativas.

O Bradesco esperava alta de 0,5% para o PIB de janeiro a março e agora tem 0,3%. Já o Itaú reduziu pela metade a projeção, de 1% para 0,5%.

"Para chegar aos 3%, os dados a partir do segundo trimestre precisam ser mais fortes", diz Fernando Gonçalves, superintendente de pesquisa do Itaú Unibanco.

Para Gonçalves, alguns elementos sustentam uma reversão do quadro recente a partir do segundo trimestre.

Entre eles, diz Gonçalves, a economia global em expansão, o menor endividamento de empresas e uma taxa básica de juros no nível mais baixo da história (6,5%), que ainda não surtiu seus efeitos.

"É isso que faz a gente segurar a projeção de 3%", diz.

Por motivos similares, o Santander mantém projeção de alta de 3,2% para o PIB.

Luciano Sobral, economista do banco, reconhece, porém, os sinais decepcionantes. "Tudo está bem morno. Dois meses não contam a história inteira, mas, evidentemente, se fôssemos revisar hoje seria para baixo", diz.

A consultoria MB Associados vai rever a previsão de 3,5% para perto de 3%. O ajuste, diz o economista Sergio Vale, se deve mais a dificuldades políticas à frente.

O Banco Fator, cuja projeção está em 2,9%, também vai rever o número em breve. Já a consultoria do economista Affonso Celso Pastore terá nova projeção na segunda (16). A alta de 3% pode ficar mais próxima de 2,5%. Segundo estudo divulgado pela Folha de S.Paulo, a informalidade do mercado de trabalho não dá segurança para se voltar a consumir. 

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade



Geral

20 são em uma rede de fast food Burguer King  


Justiça

Acusado diz que falará primeiro com seu advogado antes de se manifestar. Ele foi penalizado com advertência.


Cidade

Esta é uma das últimas etapas para obtenção da Bandeira Azul


Cidade

Lei municipal que favorecia os consumidores foi derrubada pelo Supremo 


Publicidade


Publicidade


Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade

Página 3

Retomada patina e analistas estão revendo projeções de crescimento

FLAVIA LIMA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após a frustração com o desempenho da indústria e do varejo neste início de ano, os dados que faltavam para compor um quadro mais claro da atividade econômica no primeiro trimestre -os de serviços- colocaram uma pá de cal nas expectativas mais otimistas para o PIB (Produto Interno Bruto) de 2018.

O caso mais emblemático na rodada de revisões é o do Banco Fibra. Com crescimento de 4,1% para o PIB deste ano, o banco se dobrou aos últimos números e deve anunciar em breve a revisão.

"Ela vai ser grande. Se ficar em 3% é bastante", diz o economista-chefe do Fibra, Cristiano Oliveira.

A percepção é que, ancorada em dados vacilantes, a economia ainda não engatou como era esperado e a recuperação por ora patina, cada vez mais dependente de um segundo semestre mais forte.

O varejo dá sinais dúbios, afetado por 13 milhões de desempregados e um mercado de trabalho que reage na base da informalidade.

O indicador que representa mais de 60% do PIB brasileiro e que incorpora a promessa de ser o grande motor do crescimento em 2018 caiu 0,2% em fevereiro, enquanto se previa alta perto de 0,8%.

Embora automóveis e material de construção, mais dependentes de crédito, tenham reagido, os itens mais ligados à renda, como as vendas de supermercados, fraquejaram.

Os serviços também não animam. Segundo dados divulgados na sexta (13) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a alta foi de apenas 0,1% em fevereiro, com um agravante: o segmento também cai na comparação com igual mês do ano passado (-2,2%).

Para completar, a produção da indústria, que vinha surpreendendo positivamente, engasgou. Após uma queda de 2,2% em janeiro sobre dezembro, a alta em fevereiro foi de apenas 0,2%.

Diante do quadro mais incerto, as projeções para o PIB do primeiro trimestre são as as primeiras a ser atingidas.

Os dois maiores bancos privados do país, Itaú e Bradesco, revisaram estimativas.

O Bradesco esperava alta de 0,5% para o PIB de janeiro a março e agora tem 0,3%. Já o Itaú reduziu pela metade a projeção, de 1% para 0,5%.

"Para chegar aos 3%, os dados a partir do segundo trimestre precisam ser mais fortes", diz Fernando Gonçalves, superintendente de pesquisa do Itaú Unibanco.

Para Gonçalves, alguns elementos sustentam uma reversão do quadro recente a partir do segundo trimestre.

Entre eles, diz Gonçalves, a economia global em expansão, o menor endividamento de empresas e uma taxa básica de juros no nível mais baixo da história (6,5%), que ainda não surtiu seus efeitos.

"É isso que faz a gente segurar a projeção de 3%", diz.

Por motivos similares, o Santander mantém projeção de alta de 3,2% para o PIB.

Luciano Sobral, economista do banco, reconhece, porém, os sinais decepcionantes. "Tudo está bem morno. Dois meses não contam a história inteira, mas, evidentemente, se fôssemos revisar hoje seria para baixo", diz.

A consultoria MB Associados vai rever a previsão de 3,5% para perto de 3%. O ajuste, diz o economista Sergio Vale, se deve mais a dificuldades políticas à frente.

O Banco Fator, cuja projeção está em 2,9%, também vai rever o número em breve. Já a consultoria do economista Affonso Celso Pastore terá nova projeção na segunda (16). A alta de 3% pode ficar mais próxima de 2,5%. Segundo estudo divulgado pela Folha de S.Paulo, a informalidade do mercado de trabalho não dá segurança para se voltar a consumir. 

Publicidade

Publicidade