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Treinadores da FME continuam sem contrato e prefeito pretende resolver

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Marlise Schneider Cezar.
Os professores Leandro, Diogo, Leize, Daiana e Guilherme.

Domingo, 11/2/2018 9:27.

Os professores da Fundação Municipal de Esportes (FMEBC), aprovados em concurso seletivo em janeiro, continuam esperando sua contratação sem entender ao certo o que está acontecendo. Alguns iniciaram o treinamento com suas equipes de alto rendimento, porque as competições estão começando em todos os níveis, mas diante do impasse decidiram paralisar esse trabalho ‘voluntário’.

Eles são contratados temporários. Todo final de ano são desligados da prefeitura e no início do ano fazem prova seletiva para trabalhar mais um período. São 120 professores aprovados na seletiva e nenhum contratado até o momento.

A direção da FMEBC alega que a prefeitura extrapolou o Limite Prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal e não pode por isso contratar.

O superintendente da Fundação, Alessandro Kuehne, não se reuniu oficialmente - até o momento - para dar uma explicação aos professores, aparentemente porque ele não sabe o que dizer, não tem uma solução ainda.

Também não é um custo astronômico - em média um professor 40h ganha R$ 2.900,00, metade do que Itajaí paga.

Além de todo entrave, porque atletas de rendimento não podem parar seus treinamentos, Balneário Camboriú ainda corre o risco de perder seus atletas e seus treinadores, porque a vizinhança está de ‘olho’ na situação local.

Enquanto nenhum comunicado oficial chega, alguns estão se reunindo para buscar uma saída. Na manhã de sábado, a reportagem conversou com alguns desses profissionais: Diogo Gamboa e Daiana Gamboa (atletismo); Leize Bianchini (vôlei de praia); Guilherme de Oliveira e Katy Liane (ginástica artística) e Leandro Aguiar (futsal).

Também fazem parte do grupo Farid Beraldo e Claudio Beraldo (vôlei de quadra) e Alba Garcia (basquete).

Como em 2017 todos conquistaram pódios e avanços consideráveis em suas modalidades, a expectativa era de seguir nessa linha. Por isso a maioria só parou os treinos no período das festas. Depois reiniciaram as atividades, acreditando que a contratação viria em seguida.

Na semana passada, no entanto, decidiram parar. Vão aguardar o ‘pós-carnaval’ e se nada acontecer, querem um encontro com o prefeito Fabrício Oliveira, porque acreditam que a direção da Fundação está tentando de todas as maneiras, mas também está com ‘mãos e intenções atadas’.


O que eles dizem

Diogo Gamboa - “Um atleta de rendimento perde todo ritmo e preparo se parar muito tempo. Paramos também por questões de responsabilidade, não podemos assumir, porque não somos funcionários, somos voluntários no momento. E tudo isso em um ano com boas expectativas, o reflexo dos bons resultados do ano passado, projetamos Balneário no cenário estadual e nacional, o Bolsa Atleta melhor esse ano e a reforma da pista prometida também para esse ano”.

Leandro Aguiar - “São três questões, o edital do Fundesporte, o Edital do Bolsa Atleta (que já saiu) e a nossa contratação. Uma coisa depende da outra. O Bolsa está bem encaminhado, mesmo não recebendo salários, estamos colaborando, orientando nossos atletas. Estou desde 2008 na Fundação, nunca esperei passar por essa situação. Além de tudo, não estamos ouvindo esse ‘bafafá’ em outros setores do governo”.

Guilherme de Oliveira - “Os treinamentos iniciaram mas pararam porque trabalhar como voluntário é impossível. Estamos aguardando uma solução o mais rápido possível, para retornar às atividades o quanto antes”.

Daiana Gamboa - “É preciso eleger prioridades. Não acredito que a contratação dos professores comprometa o limite prudencial da LRF. Este ano o Bolsa Atleta está melhor, mas eles não estão tão preocupados com isso, porque para manter eles precisam treinar, para treinar eles precisam treinadores, ainda assim não se trata de uma situação isolada. É um conjunto. Porque para treinar é preciso tudo estar funcionando, a quadra, banheiros tudo precisa estar limpo etc…”.

Leize Bianchini - “A base do atleta de rendimento é o treino. Ninguém está de brincadeira, precisamos resolver essa situação urgente para não prejudicar os resultados dos nossos atletas. A Fundação é a nossa primeira opção”.

Alba Cristina Garcia - “É o quarto ano consecutivo que passo para o basquete e em primeiro lugar e a cada ano a gente passa por uma perrenga para assumir, só que este ano está sendo a pior de todas, porque estamos quase na metade fevereiro, está estourando o prazo para assinar o Bolsa para os meninos e não vamos estar trabalhando e ninguém da prefeitura nos dá uma satisfação. Escutamos nosso superintendente, nosso diretor técnico, nossa diretora comunitária, só que eles estão repassando o que passaram para eles. Então você se prepara para o concurso, é aprovada em primeiro lugar e não assume por erros administrativos? Talvez não seja dessa gestão, mas qual é a solução? Eu tenho família. Desde o dia 10 de dezembro estou desempregada, só consegui me manter até agora, porque guardei um pouco da rescisão e porque trabalho aqui, ali, não somos exclusivos da Fundação. Se fosse, não precisaria me preocupar em trabalhar em outros lugares principalmente se o salário fosse compatível com nossas funções, hoje está muito desvalorizado. Contamos nos dedos os finais de semana em casa com nossas famílias, estamos sempre viajamos com atletas e no final não recebemos hora extra. acredito que deveriam repensar em tudo que está acontecendo e realmente prestar atenção no esporte, porque Balneario está num cenário maravilhoso, ou estava...e nosso medo é que esse cenário se torne desastroso. Infelizmente”.  

Prefeito diz que solução está próxima

Ontem (10) o prefeito Fabrício Oliveira disse ao Página 3 que nesta segunda-feira encontrará uma solução para os professores.

O entendimento da assessoria do prefeito é que a manutenção das escolinhas e dos atletas de alto rendimento é um programa continuado, faz parte rotineiramente do orçamento do município e que a contratação não representa despesa nova que é o que a LRF proíbe.

Com efeito até o Tribunal de Contas da União interpreta a LRF dessa forma, por isto é provável que o drama vivido por professores, atletas e seus familiares esteja próximo de ser resolvido.


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