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Ciro acena ao PT, mas diz que Lula não é preso político
Luca Erbes.

Terça, 10/4/2018 7:01.

THAIS BILENKY E GABRIELA SÁ PESSOA
PORTO ALEGRE, RS (FOLHAPRESS) - O ex-ministro Ciro Gomes (PDT), pré-candidato a presidente da República, disse nesta segunda-feira (9), em Porto Alegre, que "a maioria da sociedade brasileira está muito desconfiada desse desequilíbrio" entre o tratamento que a Justiça dá ao ex-presidente Lula (PT) e a caciques do PSDB.

O gesto em defesa do petista foi feito após a ausência de Ciro, ou de um representante seu, no ato de sábado (8) em São Bernardo que antecedeu a prisão de Lula.

Ao mesmo tempo, o presidenciável disse discordar da tese petista de que o ex-presidente é um preso político.

Ele foi questionado sobre a fala do delegado Milton Fornazari Junior, da Polícia Federal, segundo quem, após Lula, era hora de outros líderes serem investigados e presos, citando Geraldo Alckmin (PSDB), Aécio Neves (PSDB) e Michel Temer (MDB).

"Não gosto de delegado falando, mas a sociedade brasileira por ampla maioria, e nela eu me incluo, está muito incomodada com o fato de que parece que a mão severa da lei só funciona contra o PT e contra o Lula. Nenhum dos altíssimos dignitários do PSDB enrolados em corrupção de altíssimo volume, com somas volumosas de dinheiro demonstrado na Suíça, passou por qualquer tipo de constrangimento", afirmou.

Ciro participa do Fórum da Liberdade, evento do Instituto de Estudos Empresariais, que prega o liberalismo, ao lado de outros presidenciáveis como Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede) e João Amoedo (Novo).

Ele indiretamente criticou a ministra Rosa Weber, do Supremo, que diz ser contra a execução de pena em segunda instância, mas negou o habeas corpus que Lula pedia.

"É muito exótico, para falar uma palavra moderada, que havendo uma tese sub judice, ou seja, pendente de deliberação, que vale para todos, haja se optado pela apreciação de um caso concreto, na frente desse caso em tese", disse.

Ciro disse que a prisão após condenação em segunda instância -caso de Lula- é inconstitucional, embora tenha considerado que a Constituição é esdrúxula por conta dessa previsão.

"Nenhum país do mundo moderno garante quatro graus de jurisdição para crime comum. Só nós. Isso é uma aberração nossa. Em vez de resolver isso, você faz um puxadinho e bota uma solução exótica que viola frontalmente a Constituição."

O pedetista, que afirmou esperar que Lula consiga sair da cadeia, discorda da versão petista de que ele seja um preso político.

"Quando a gente atribui palavras a situações distintas, a gente cria confusão que não ajuda especialmente o jovem, que não sabe o que foi o preso político, como foi, por exemplo, o Lula, o [Luiz Carlos] Prestes, enfim, muitos brasileiros. Recolhidos apenas porque emitiram opiniões políticas. Você pode considerar injusta a formação da culpa do Lula, mas daí extrapolar que é um preso político me parece estranho."

ALIANÇA COM PT

Ciro disse que continua achando improvável uma aliança com o PT no primeiro turno. Mas não descartou uma união em eventual segundo turno.

"Provavelmente estaremos juntos como estivemos nos últimos 16 anos sem faltar nenhum dia. Isso é que é a história. Não dá para fazer de conta que faz 16 anos que eu apoio o Lula sem faltar nenhum dia." 

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Ciro acena ao PT, mas diz que Lula não é preso político

Luca Erbes.

THAIS BILENKY E GABRIELA SÁ PESSOA
PORTO ALEGRE, RS (FOLHAPRESS) - O ex-ministro Ciro Gomes (PDT), pré-candidato a presidente da República, disse nesta segunda-feira (9), em Porto Alegre, que "a maioria da sociedade brasileira está muito desconfiada desse desequilíbrio" entre o tratamento que a Justiça dá ao ex-presidente Lula (PT) e a caciques do PSDB.

O gesto em defesa do petista foi feito após a ausência de Ciro, ou de um representante seu, no ato de sábado (8) em São Bernardo que antecedeu a prisão de Lula.

Ao mesmo tempo, o presidenciável disse discordar da tese petista de que o ex-presidente é um preso político.

Ele foi questionado sobre a fala do delegado Milton Fornazari Junior, da Polícia Federal, segundo quem, após Lula, era hora de outros líderes serem investigados e presos, citando Geraldo Alckmin (PSDB), Aécio Neves (PSDB) e Michel Temer (MDB).

"Não gosto de delegado falando, mas a sociedade brasileira por ampla maioria, e nela eu me incluo, está muito incomodada com o fato de que parece que a mão severa da lei só funciona contra o PT e contra o Lula. Nenhum dos altíssimos dignitários do PSDB enrolados em corrupção de altíssimo volume, com somas volumosas de dinheiro demonstrado na Suíça, passou por qualquer tipo de constrangimento", afirmou.

Ciro participa do Fórum da Liberdade, evento do Instituto de Estudos Empresariais, que prega o liberalismo, ao lado de outros presidenciáveis como Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede) e João Amoedo (Novo).

Ele indiretamente criticou a ministra Rosa Weber, do Supremo, que diz ser contra a execução de pena em segunda instância, mas negou o habeas corpus que Lula pedia.

"É muito exótico, para falar uma palavra moderada, que havendo uma tese sub judice, ou seja, pendente de deliberação, que vale para todos, haja se optado pela apreciação de um caso concreto, na frente desse caso em tese", disse.

Ciro disse que a prisão após condenação em segunda instância -caso de Lula- é inconstitucional, embora tenha considerado que a Constituição é esdrúxula por conta dessa previsão.

"Nenhum país do mundo moderno garante quatro graus de jurisdição para crime comum. Só nós. Isso é uma aberração nossa. Em vez de resolver isso, você faz um puxadinho e bota uma solução exótica que viola frontalmente a Constituição."

O pedetista, que afirmou esperar que Lula consiga sair da cadeia, discorda da versão petista de que ele seja um preso político.

"Quando a gente atribui palavras a situações distintas, a gente cria confusão que não ajuda especialmente o jovem, que não sabe o que foi o preso político, como foi, por exemplo, o Lula, o [Luiz Carlos] Prestes, enfim, muitos brasileiros. Recolhidos apenas porque emitiram opiniões políticas. Você pode considerar injusta a formação da culpa do Lula, mas daí extrapolar que é um preso político me parece estranho."

ALIANÇA COM PT

Ciro disse que continua achando improvável uma aliança com o PT no primeiro turno. Mas não descartou uma união em eventual segundo turno.

"Provavelmente estaremos juntos como estivemos nos últimos 16 anos sem faltar nenhum dia. Isso é que é a história. Não dá para fazer de conta que faz 16 anos que eu apoio o Lula sem faltar nenhum dia." 

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