Jornal Página 3

Publicidade

Publicidade

Lei de Responsabilidade Fiscal paralisou o esporte municipal

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

O presidente da FMEBC Alessandro, a professora Elisabete e o diretor Roberto Ferreira
O presidente da FMEBC Alessandro, a professora Elisabete e o diretor Roberto Ferreira

Quinta, 8/2/2018 8:58.

A Fundação Municipal de Esportes (FMEBC) realizou palestra com a professora Elisabete Laurindo de Souza, para esclarecer dúvidas sobre as mudanças no edital do programa Bolsa Atleta e no Fundesporte divulgados semana passada. Elisabete é especialista no assunto e palestrou na quarta-feira (7), no auditório do colégio Vereador Santa, que ficou lotado.

“São dois programas importantes para nossa cidade que ajudam os atletas a representar BC e as entidades que quiserem pleitear algum recurso para desenvolver seus objetivos”, disse o superintendente da Fundação Alessandro Kuehne.

Mas o que motivou a maioria dos pais presentes, mais de uma centena, além de atletas e professores, foi a preocupação com a situação inusitada que se criou na Fundação. Os cerca de 120 professores/treinadores aprovados na prova seletiva que a Fundação realizou em janeiro não podem ser contratados pela prefeitura, porque ela extrapolou a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Durante toda a semana vários pais de atletas vêm manifestando preocupação com os filhos, atletas de rendimento, que têm competições programadas para as próximas semanas e ainda nem iniciaram os treinamentos. Outros estão treinando, mas os técnicos não estão recebendo salários e ‘ninguém gosta de trabalhar de graça’, como disse um pai ao Página3.

No setor das escolinhas, que envolvem centenas de crianças, a preocupação é a mesma. Nenhuma está funcionando ainda porque os professores aprovados na seletiva não foram contratados.

“Nossos técnicos estão reunidos nesta quinta-feira (8) com o pessoal do Tribunal de Contas para ver a melhor maneira de fazer essa contratação. Temos algumas vedações por conta do limite prudencial, mas vamos buscar mecanismos para efetuar essa contratação”, afirmou o chefe dos esportes municipais.

Ele disse que essa questão do limite prudencial é um problema de anos anteriores a essa gestão. “Mas com boa gestão dos recursos conseguimos até agora equalizar essa questão. Nós sabíamos que estávamos correndo esse risco, no entanto, o governo tem compromisso com os atletas de rendimento e não vai medir esforços para contratar. Só temos que buscar a curto prazo, o melhor caminho pra fazer essa contratações”, garantiu Kuehne. Ele destacou ainda que ‘ninguém está obrigando nenhum professor a trabalhar de graça e sem receber’.

Segundo Kuehne, alguns atletas de rendimento combinaram com os professores de manter sua periodização de treinamento, pois já tem suas competições em seguida. Quanto as escolinhas, terão que esperar o melhor caminho para fazer as contratações dos professores”, acrescentou.

Abaixo-assinado

Os pais fizeram um abaixo-assinado e entregaram durante a palestra no Vereador Santa. O diretor de esportes da FMEBC Roberto Ferreira recebeu o manifesto, mas reforçou o que disse o superintendente.

“É preciso aguardar os trâmites legais que estão sendo estudados. Uma das possibilidades seria fazer uma licitação e uma empresa ou associação contratar estes professores aprovados na seletiva, mas também tem os prazos de publicação do edital. Tudo isso está sendo analisado. Acredito que contratar os professores de todas as modalidades pode demorar mais uns 30, 40 dias e a nossa maior dúvida, no momento, é como manter as equipes treinando, porque já tem muitas competições programadas”, afirmou Robertinho.


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade



Publicidade


Publicidade


Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade



Publicidade