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Primeira brasileira campeã do UFC, Amanda Nunes defende cinturão neste sábado

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Sexta, 11/5/2018 9:39.

BRUNO BRAZ

RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) - A infância e adolescência em Pojuca (BA), cidade de cerca de 36 mil habitantes e a 67 km de Salvador, foram simples. Apaixonada por futebol, Amanda Nunes vivia na rua. Paralelamente, ingressou no jiu-jítsu e percebeu que o talento aflorava mais na arte-suave que nos campos de terra. Quando chegou à juventude, já determinada sobre o que queria na vida, tomou uma decisão radical: pegou o dinheiro da matrícula na faculdade e se mandou para a capital baiana em busca da academia referência na arte marcial.

O começo foi duro. Sem grana para morar em uma casa, passou a se abrigar no local onde treinava junto com outros atletas. Acordava antes do sol nascer para limpar o local.

Em meio as dificuldades, foi desenvolvendo suas habilidades, participando de campeonatos, vencendo-os até chegar aos Estados Unidos, onde sua carreira decolou.

Primeira brasileira campeã do UFC, Amanda Nunes olha para o passado com orgulho e agora quer servir de espelho ao país.

Ela defenderá seu cinturão do peso-galo pela terceira contra a americana Raquel Pennington na principal luta do UFC 224, neste sábado (12), na Jeunesse Arena, na Barra da Tijuca (RJ).

"Estou muito feliz por trazer pela primeira vez na história do MMA feminino o cinturão para o Brasil. É gratificante para mim porque realmente eu trabalhei bastante por esse momento. Saí daqui como nada e hoje volto como campeã. Foi isso que aconteceu na minha vida. Botei meu pé lá fora como ninguém e estou retornando para o meu país com o cinturão e trazendo essa felicidade para nós, porque nosso país está precisando com esses momentos difíceis que estamos passando com a política", disse durante o "Media Day", o bate-papo com a imprensa promovido pelo UFC no Rio de Janeiro nesta quinta.

Ciente das dificuldades que um atleta amador brasileiro enfrenta no país, principalmente nos esportes femininos, Amanda Nunes fez um comparativo com sua própria namorada, a americana Nina Ansaroff, do peso-palha, que como a maioria das lutadoras estrangeiras, sempre teve uma boa estrutura à sua disposição.

"A vida da minha namorada Nina nos Estados Unidos sempre foi confortável. Ela é a única mulher entre os filhos, então sempre teve tudo desde criança. A família dela tem condições e não passou nenhum problema. Então, quando conversamos e ela fica conhecendo a minha parte, digo que passei por isso, por aquilo... Até situações em casa eu mostro algumas coisas, por exemplo como eu lavava minha roupa, e ela faz cara de espanto (risos)", avaliou.

A brasileira, porém, faz questão de dizer que não gosta de se martirizar e de se fazer de coitada. Em sua análise, tudo serviu de aprendizado:
"Acredito que a história de vida cada um tem a sua e o foco é o mesmo. Você pode ser rico ou pobre e o foco é o mesmo. Nina teve a vida estabilizada, com situação financeira muito boa nos EUA e agora está no UFC dividindo o mesmo sonho que o meu. Daqui a pouco vai estar disputando cinturão como eu. Não fico me martirizando. Se é isso que você tinha que passar em sua vida, é isso e acabou".

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