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Editores de jornais debatem mudanças nas redações brasileiras

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Reprodução.
Redação do jornal O Globo na década de 1970.

Sexta, 29/6/2018 17:55.

NELSON DE SÁ
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em debate nesta sexta (29), os editores dos maiores jornais brasileiros afirmaram que, apesar das mudanças estruturais pelas quais que vêm passando as redações, com atenção crescente à audiência online, a busca continua sendo pelo leitor qualificado.

Falando sobre o tema "O comando em mutação", no 13º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, o editor-executivo da Folha de S.Paulo, Sérgio Dávila, e o diretor de Redação de O Globo, Alan Gripp, justificaram que é esse o leitor com potencial de se tornar assinante.

"Você quer qualquer audiência, só para ter números para mostrar, ou a audiência qualificada, que pode converter em leitor pagante?", disse Dávila. "Os jornalistas hoje trabalham baseados em métricas, de desempenho de conteúdo, e a gente descobre que o conteúdo de qualidade é o que gera novas assinaturas", afirmou Gripp.

Ambos detalharam, no evento da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), as transformações realizadas nos últimos anos nas redações da Folha de S.Paulo e do Globo, inclusive a integração de títulos e equipes, a criação de novos núcleos de cobertura e também os cortes de jornalistas.

Marcelo Beraba, diretor da sucursal de Brasília do Estado de S. Paulo, concentrou-se nos esforços para manter a qualidade na cobertura política e econômica da capital federal, como a necessidade de maior versatilidade dos repórteres.

Daniela Pinheiro, que assumiu no final do ano passado como diretora de redação da Época, tratou das modificações que vem implantando na revista, que hoje tem redação integrada ao Globo, compartilhando repórteres, e sai encartada no jornal.

O mediador foi Rosental Calmon Alves, diretor do Centro Knight para o Jornalismo nas Américas, da Universidade do Texas em Austin (EUA), que saudou uma questão levantada pelo público, no final, cobrando mais diversidade nas redações.

"Finalmente! É a primeira vez que ouço esse tema no Brasil, dessa forma", afirmou, referindo-se especificamente à diversidade racial. "É diversidade não só por justiça social, mas por eficiência jornalística: a falta dela impede que as redações entendam o que está acontecendo."

O evento vai até sábado (30), no campus Vila Olímpia da Universidade Anhembi Morumbi (r. Casa do Ator, 275, zona sul de São Paulo). Mais informações: congresso.abraji.org.br. 


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