Jornal Página 3

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Agricultores e alguns vereadores de Camboriú não querem o parque inundável

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Divulgação CVC.
Agricultores protestando na Câmara de Vereadores de Camboriú.

Sexta, 8/6/2018 9:02.

Na última terça-feira agricultores de Camboriú manifestaram sua inconformidade com o projeto das prefeituras daquela cidade e de Balneário Camboriú para criar um grande lago para reservar água bruta numa área de até 7 Km2 (700 hectares) de arrozeiras que seriam desapropriadas.

Esse grande lago seria suficiente para abastecer as duas cidades com a Emasa trabalhando em sua capacidade máxima durante mais de 30 dias, mas sua função não é essa e sim uma reserva no caso de estiagem e bacia de acumulação nas situações de enchente.

O vereador José “Zeca” Simas, que apoia os agricultores, disse ao Página 3 que as 42 famílias atingidas pelo decreto são contra.

“Balneário que não me venha com chorumelas, eles não querem vender, não precisamos essa água, é para Balneário. Já demos terra demais para Balneário”, reclamou.

O que teria deixado os agricultores mais indignados é uma suposta correspondência entregue a eles afirmando que se impedissem a entrada dos técnicos para avaliar os imóveis poderia ser usada força policial.

Mexer com arrozeiras em Camboriú é mexer com terras centenárias de famílias tradicionais daquela cidade.

A presidente da Fundação do Meio Ambiente, Liara Rotta Padilha Schetinger, explicou que o movimento não é de agricultores e sim dos proprietários das terras que as alugam para terceiros plantarem.

Esses proprietários consideraram a estimativa inicial da Epagri de R$ 146 mil por hectare baixa e raciocinam que ganhariam mais dinheiro se vendessem a terra para implantação de condomínios rurais o que a legislação municipal permite.

O que parece claro é que as prefeituras de Camboriú e Balneário Camboriú apresentaram a ideia do lago, sem ter um projeto bem estruturado.

Parece tolice a Emasa investir cerca de R$ 80 milhões (que ela não tem) suficientes para desapropriar 500 hectares e criar um lago sem atividade econômica.

Quando se pensa em lago e geração de emprego e renda a primeira ideia sempre é piscicultura.

Os pesquisadores dessa área na Epagri na região, HIlton Amaral Junior e Bruno Corrêa da Silva, disseram ontem ao Página 3 que é possível desenvolver essa matriz econômica que nas condições atuais de mercado rende R$ 15 mil ao ano por hectare contra R$ 4.000,00 de um hectare de arroz.
 

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