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Doença interrompe carreira de Leonel Pavan, o principal político de Balneário Camboriú

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Reprodução/Facebook

Quarta, 16/5/2018 19:30.

(WALDEMAR CEZAR NETO/JP3) - Nenhum representante de Balneário Camboriú foi tão importante politicamente quanto Leonel Pavan que só não chegou a vice presidente e presidente da República, todos os demais cargos eletivos ele conquistou nas urnas.

Gaúcho de Sarandi, criado no interior catarinense, Pavan completará 64 anos em 7 de setembro próximo.

Trabalhando na churrascaria da família, onde hoje funciona o Angeloni da Avenida do Estado, Pavan fez campanha a vereador e se elegeu em 1982 como segundo mais votado com 552 votos.

Com mandatos de seis anos na época, em 1988 ele chegou a prefeito com 37,69% dos votos pelo PDT.

O discurso era populista contra as oligarquias, ao figurino de Leonel Brizola então governador do Rio de Janeiro e que veio a Balneário Camboriú dar o empurrão que faltava à campanha.

Pavan fez um governo arrojado, investiu em saúde e educação e na eleição seguinte, em 1992, elegeu seu pupilo Luiz Vilmar de Castro com 52.97% dos votos.

Castro brigou com Pavan logo no início e fez um governo desastroso onde dois pontos negativos se destacaram: o atraso dos salários do funcionalismo durante vários meses e seu afastamento do cargo por quase 90 dias determinado pela justiça.

Dois anos após eleger Castro, em 1994 Pavan teve seu melhor desempenho em urnas, elegendo-se deputado federal com 70,71% dos votos de Balneário Camboriú.

Em 1996 ele voltou à prefeitura, dessa vez com 54,06% dos votos e para investir em desenvolvimento turístico, obstinação que pautou toda sua vida pública e foi decisiva para o progresso de Balneário Camboriú.

Ele cumpriu um mandato excelente e por isso quatro anos depois, em 2000, se reelegeu com 65,74% dos votos.

Capa do Página 3 de 1998 anuncia obras que se tornariam legados do governo Pavan

Ficou apenas dois anos na prefeitura, entregou o cargo ao vice Rubens Spernau e se elegeu ao Senado, em 2002, com 41,66% dos votos da cidade. A segunda mais votada em Balneário, Ideli Salvati, não chegou a 17%.

Essa ida para o Senado distanciou Pavan da cidade que o projetou. Talvez se continuasse fazendo política local ganhasse tantas quantas eleições municipais pudesse participar.

Seu afilhado político, Rubens Spernau, cumpriu os dois anos restantes do mandato e em 2004 se reelegeu com 57,13% dos votos.

Com quatro anos em Brasília Pavan deu outro salto político, se elegeu vice governador ao lado de Luiz Henrique da Silveira. Eles ganharam quase a metade dos votos de Balneário Camboriú.

Em 2009 Pavan chegou ao ponto máximo, governador do Estado. Acusações nunca comprovadas impediram que ele concorresse à reeleição onde parecia ter fortes chances.

Foto: Julio Cavalheiro/Secom

Em 2014, já sem a antiga proeminência, ele conquistou o cargo que lhe faltava no Estado, o de deputado, obtendo 25,77% dos votos locais.

Arrojado, controvertido e polêmico, Pavan cumpriu 36 anos de vida pública sem nunca ter sido condenado em processo algum.

Seu legado em Balneário Camboriú é conhecido, seu grupo político levou a cidade à liderança nacional em indicadores econômicos e sociais.

A carreira política de Pavan parece suspensa, um acidente vascular cerebral como o que sofreu na última segunda-feira exige longo tempo para recuperação e no momento a preocupação maior não é com eleições dentro de cinco meses e sim em escapar com vida dessa situação traumática para todos.


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