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Palocci poderá explicar acusação que Lula acertou R$ 300 milhões de propina

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Sexta, 27/4/2018 7:03.

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A Polícia Federal no Paraná concluiu acordo de delação premiada com o ex-ministro Antonio Palocci, homem de confiança, nas áreas econômica e política, das gestões de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) e Dilma Rousseff (2011-2016).

Preso preventivamente em Curitiba desde setembro de 2016 em razão da Operação Lava Jato, Palocci havia tentado fechar acordo com o Ministério Público, mas não teve sucesso.

Para valer, a delação ainda tem que ser homologada pela Justiça.

A informação do acordo entre o ex-ministro petista e a PF foi divulgada pelo jornal O Globo.

A reportagem confirmou nesta quinta-feira (26) as informações.

Há uma disputa entre a Polícia Federal e o Ministério Público Federal em torno da competência dos órgãos para tratar de colaborações.
A palavra final ainda será dada pelo Supremo Tribunal Federal.

O MPF entende que tem competência constitucional exclusiva para promover tais acordos, mas a PF reivindica para si o direito de realizá-los também.

Palocci foi condenado pelo juiz Sergio Moro em junho do ano passado a 12 anos de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção passiva envolvendo contratos com a Odebrecht na construção das sondas da Sete Brasil e o Estaleiro Enseada do Paraguaçu.

Em depoimento ao juiz Sergio Moro, meses depois, o ex-ministro afirmou que Lula avalizou um "pacto de sangue" no qual a empreiteira Odebrecht se comprometeu a pagar R$ 300 milhões em propinas ao PT entre o final do governo do petista e os primeiros anos do governo de sua sucessora na Presidência.

O ex-ministro disse ainda que o acordo foi fechado numa conversa entre Emílio Odebrecht e Lula.

Tanto Lula como Dilma negaram as acusações do ex-ministro e atribuíram suas revelações à pressão que sofreu de investigadores da Lava Jato para entregar figuras políticas importantes e assim obter benefícios mais generosos.

O ex-ministro por enquanto permanece preso na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, mas em local distante da cela ocupada por Lula.
Palocci foi uma das figuras mais importantes durante a era petista no Palácio do Planalto.

Coordenador do programa de governo de Lula, era seu principal interlocutor com o mercado.

No início do governo Dilma, chefiou a Casa Civil. 

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