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Polícia indicia 8 pela morte do engenheiro Sérgio Renato Silva

Segunda, 18/6/2018 13:17.

O Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Itajaí concluiu as investigações sobre a morte do engenheiro Sérgio Renato Silva ocorrida em 22 de fevereiro de 2017 quando ele apurava, por conta própria, a falsificação de sua assinatura em projetos de construção registrados na prefeitura de Balneário Camboriú.

O crime foi inicialmente investigado pela Divisão de Investigação Criminal e posteriormente esse encargo passou ao GAECO.

A investigação foi minuciosa e bem realizada, juntando informações de diversas origens e chegando ao resultado.

Veja o que ocorreu ao longo dos meses:

No último quadrimestre de 2016 auditoria interna da prefeitura de Balneário Camboriú encontrou fraudes com projetos de construção envolvendo as secretarias de Planejamento, Fazenda e área de processamento de dados.

Em janeiro o engenheiro Sérgio Renato Silva, responsável pela área de aprovação de projetos na prefeitura, pede demissão e passa a investigar as fraudes.

Em 22 de fevereiro de 2017 Sérgio Renato é morto a tiros, em sua casa na Praia Brava após atender no portão dois homens que procuraram por ele.

Investigações da DIC usando filmes de câmeras de segurança no entorno do local do crime, chegam a PAULO ANDERSON MORAIS DOS SANTOS, GUILHERME KURT HABECK e uma pessoa com prenome de MATHEUS.

Em depoimento PAULO ANDERSON MORAIS DOS SANTOS afirmou que seu cunhado MATHEUS DOS SANTOS HENRIQUE lhe contou ter sido procurado por PAULO HENRIQUE FAUSTINO com a proposta de pagar R$ 2 mil para efetuar uma cobrança de dívida.

A cobrança da dívida na realidade era uma execução para a qual foram contratados GUILHERME KURT HABECK que dirigiu a motocicleta no dia do crime e LEANDRO RIBEIRO (ALEMÃO) que disparou os tiros.

O preço, por se tratar de uma execução, aumentou para R$ 5 mil.

No primeiro interrogatório PAULO ANDERSON MORAIS DOS SANTOS disse que um conhecido, PAULO HENRIQUE FAUSTINO, lhe disse que quem intermediava os contatos com os mandantes do crime era um sujeito conhecido por PAULISTA.

Na casa de PAULO HENRIQUE FAUSTINO a polícia encontrou R$ 21 mil que ele atribuiu à venda de um passarinho. Investigações mostraram que a venda do passarinho realmente ocorreu, mas por R$ 18 mil e o dinheiro foi usado para comprar um veículo.

Os R$ 21 mil não tinham origem e na mesma busca na casa de PAULO HENRIQUE FAUSTINO a polícia encontrou dois recibos de pagamentos ao advogado que defendia PAULO ANDERSON MORAIS DOS SANTOS, participante confesso do homicídio.

Se PAULO HENRIQUE FAUSTINO não tinha nada a ver com o crime por qual motivo estava pagando o advogado de um dos executores era a pergunta da polícia.

Diante dos fatos PAULO HENRIQUE FAUSTINO, naquela altura recolhido ao presídio, decidiu colaborar com a polícia e contou que o dinheiro lhe foi repassado por CELSO MACHADO (PAULISTA).

Em 30 de janeiro desse ano a polícia ouviu CRISTIAN JEAN VIEIRA (cunhado de PAULO HENRIQUE FAUSTINO) e esse contou que intermediava as tratativas entre o preso PAULO ANDERSON MORAIS DOS SANTOS com PAULO HENRIQUE FAUSTINO e CELSO MACHADO (PAULISTA) que estavam pagando despesas pessoais e de advogado de um dos executores, PAULO ANDERSON MORAIS DOS SANTOS.

Interrogado no dia da sua prisão, PAULO HENRIQUE FAUSTINO disse que ouviu uma conversa entre CELSO MACHADO (PAULISTA) e MATHEUS DOS SANTOS HENRIQUE em que CELSO dizia precisar contratar alguém para dar um susto numa pessoa.

E que o dinheiro para a defesa de um dos executores PAULO ANDERSON MORAIS DOS SANTOS vinha de CELSO MACHADO (PAULISTA).

PAULISTA foi preso e através de monitoramento telefônico o GAECO flagrou no mesmo dia um telefonema do seu sócio EDGAR ACOSTA para VERA LÚCIA DA LUZ onde ele dizia à despachante ter urgência em falar com ela.

PAULISTA conheceu VERA LÚCIA quando lhe prestou serviços de gesseiro em obras de propriedade da despachante.

VERA LÚCIA DA LUZ já era alvo dos policiais. Eles apuraram que ela esteve nos mesmos cartórios e requisitou cópias dos mesmos documentos que levaram o engenheiro Sérgio Renato Silva a constatar fraudes em projetos na prefeitura.

Todos esses projetos foram despachados na prefeitura por VERA LÚCIA DA LUZ.

Os investigadores também apuraram que após o homicídio a despachante VERA LÚCIA DA LUZ, a “Verinha”, desapareceu dos ambientes que costumava frequentar profissionalmente, os cartórios, a prefeitura de Balneário Camboriú e construtoras que eram suas clientes.

Apuraram também que ela tinha um namorado que era seu sócio em negócios imobiliários e “possuía muito dinheiro”.

Em novo depoimento, em 27 de abril, PAULO HENRIQUE FAUSTINO declarou que após o homicídio passou a ser procurado por um dos executores PAULO ANDERSON MORAIS DOS SANTOS e o intermediário MATHEUS DOS SANTOS HENRIQUE que diante da repercussão do crime queriam mais dinheiro.

PAULO HENRIQUE FAUSTINO declarou que a cada investida da dupla procurava CELSO MACHADO (PAULISTA) que numa dessas ocasiões lhe disse que era necessário esperar a MULHER DA FÓRMULA. O depoente disse que mais tarde entendeu que VERA LÚCIA DA LUZ era a MULHER DA FÓRMULA porque o namorado da despachante era investidor nessa construtora para a qual “Verinha” havia prestado serviços.

Segundo PAULO HENRIQUE FAUSTINO ele presenciou uma ocasião em que que VERA LÚCIA DA LUZ entregou R$ 15 mil a CELSO MACHADO (PAULISTA).

Mais tarde na prisão, onde ambos se encontravam, segundo PAULO HENRIQUE FAUSTINO, houve a promessa de CELSO MACHADO (PAULISTA) de lhe pagar R$ 200 mil, dados por VERA LÚCIA DA LUZ, caso permanecesse em silêncio.

Naquela oportunidade, segundo PAULO HENRIQUE FAUSTINO, a despachante VERA LÚCIA DA LUZ foi apontada por CELSO MACHADO (PAULISTA) como mandante da morte do engenheiro Sérgio Renato Silva.

Em depoimento CELSO MACHADO (PAULISTA) admitiu que deu o dinheiro para pagar o advogado de um dos executores, PAULO ANDERSON MORAIS DOS SANTOS.

ORGANOGRAMA DO CRIME SEGUNDO A POLÍCIA

 

OUTRO LADO

Os advogados dos indiciados têm repetido, ao longo das investigações, que seus clientes são inocentes.

OS INDICIADOS

Com esses elementos a polícia aparentemente encerrou as investigações, indiciando as seguintes pessoas:

PRÓXIMOS PASSOS

Concluída a investigação policial o inquérito vai ao Ministério Público que apresentará a denúncia.

Caberá ao juiz iniciar a ação penal, analisando provas e interrogando os acusados.

Após essa etapa o juiz poderá pronunciar os acusados, determinando que eles sejam julgados por júri popular.

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Polícia indicia 8 pela morte do engenheiro Sérgio Renato Silva

O Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Itajaí concluiu as investigações sobre a morte do engenheiro Sérgio Renato Silva ocorrida em 22 de fevereiro de 2017 quando ele apurava, por conta própria, a falsificação de sua assinatura em projetos de construção registrados na prefeitura de Balneário Camboriú.

O crime foi inicialmente investigado pela Divisão de Investigação Criminal e posteriormente esse encargo passou ao GAECO.

A investigação foi minuciosa e bem realizada, juntando informações de diversas origens e chegando ao resultado.

Veja o que ocorreu ao longo dos meses:

No último quadrimestre de 2016 auditoria interna da prefeitura de Balneário Camboriú encontrou fraudes com projetos de construção envolvendo as secretarias de Planejamento, Fazenda e área de processamento de dados.

Em janeiro o engenheiro Sérgio Renato Silva, responsável pela área de aprovação de projetos na prefeitura, pede demissão e passa a investigar as fraudes.

Em 22 de fevereiro de 2017 Sérgio Renato é morto a tiros, em sua casa na Praia Brava após atender no portão dois homens que procuraram por ele.

Investigações da DIC usando filmes de câmeras de segurança no entorno do local do crime, chegam a PAULO ANDERSON MORAIS DOS SANTOS, GUILHERME KURT HABECK e uma pessoa com prenome de MATHEUS.

Em depoimento PAULO ANDERSON MORAIS DOS SANTOS afirmou que seu cunhado MATHEUS DOS SANTOS HENRIQUE lhe contou ter sido procurado por PAULO HENRIQUE FAUSTINO com a proposta de pagar R$ 2 mil para efetuar uma cobrança de dívida.

A cobrança da dívida na realidade era uma execução para a qual foram contratados GUILHERME KURT HABECK que dirigiu a motocicleta no dia do crime e LEANDRO RIBEIRO (ALEMÃO) que disparou os tiros.

O preço, por se tratar de uma execução, aumentou para R$ 5 mil.

No primeiro interrogatório PAULO ANDERSON MORAIS DOS SANTOS disse que um conhecido, PAULO HENRIQUE FAUSTINO, lhe disse que quem intermediava os contatos com os mandantes do crime era um sujeito conhecido por PAULISTA.

Na casa de PAULO HENRIQUE FAUSTINO a polícia encontrou R$ 21 mil que ele atribuiu à venda de um passarinho. Investigações mostraram que a venda do passarinho realmente ocorreu, mas por R$ 18 mil e o dinheiro foi usado para comprar um veículo.

Os R$ 21 mil não tinham origem e na mesma busca na casa de PAULO HENRIQUE FAUSTINO a polícia encontrou dois recibos de pagamentos ao advogado que defendia PAULO ANDERSON MORAIS DOS SANTOS, participante confesso do homicídio.

Se PAULO HENRIQUE FAUSTINO não tinha nada a ver com o crime por qual motivo estava pagando o advogado de um dos executores era a pergunta da polícia.

Diante dos fatos PAULO HENRIQUE FAUSTINO, naquela altura recolhido ao presídio, decidiu colaborar com a polícia e contou que o dinheiro lhe foi repassado por CELSO MACHADO (PAULISTA).

Em 30 de janeiro desse ano a polícia ouviu CRISTIAN JEAN VIEIRA (cunhado de PAULO HENRIQUE FAUSTINO) e esse contou que intermediava as tratativas entre o preso PAULO ANDERSON MORAIS DOS SANTOS com PAULO HENRIQUE FAUSTINO e CELSO MACHADO (PAULISTA) que estavam pagando despesas pessoais e de advogado de um dos executores, PAULO ANDERSON MORAIS DOS SANTOS.

Interrogado no dia da sua prisão, PAULO HENRIQUE FAUSTINO disse que ouviu uma conversa entre CELSO MACHADO (PAULISTA) e MATHEUS DOS SANTOS HENRIQUE em que CELSO dizia precisar contratar alguém para dar um susto numa pessoa.

E que o dinheiro para a defesa de um dos executores PAULO ANDERSON MORAIS DOS SANTOS vinha de CELSO MACHADO (PAULISTA).

PAULISTA foi preso e através de monitoramento telefônico o GAECO flagrou no mesmo dia um telefonema do seu sócio EDGAR ACOSTA para VERA LÚCIA DA LUZ onde ele dizia à despachante ter urgência em falar com ela.

PAULISTA conheceu VERA LÚCIA quando lhe prestou serviços de gesseiro em obras de propriedade da despachante.

VERA LÚCIA DA LUZ já era alvo dos policiais. Eles apuraram que ela esteve nos mesmos cartórios e requisitou cópias dos mesmos documentos que levaram o engenheiro Sérgio Renato Silva a constatar fraudes em projetos na prefeitura.

Todos esses projetos foram despachados na prefeitura por VERA LÚCIA DA LUZ.

Os investigadores também apuraram que após o homicídio a despachante VERA LÚCIA DA LUZ, a “Verinha”, desapareceu dos ambientes que costumava frequentar profissionalmente, os cartórios, a prefeitura de Balneário Camboriú e construtoras que eram suas clientes.

Apuraram também que ela tinha um namorado que era seu sócio em negócios imobiliários e “possuía muito dinheiro”.

Em novo depoimento, em 27 de abril, PAULO HENRIQUE FAUSTINO declarou que após o homicídio passou a ser procurado por um dos executores PAULO ANDERSON MORAIS DOS SANTOS e o intermediário MATHEUS DOS SANTOS HENRIQUE que diante da repercussão do crime queriam mais dinheiro.

PAULO HENRIQUE FAUSTINO declarou que a cada investida da dupla procurava CELSO MACHADO (PAULISTA) que numa dessas ocasiões lhe disse que era necessário esperar a MULHER DA FÓRMULA. O depoente disse que mais tarde entendeu que VERA LÚCIA DA LUZ era a MULHER DA FÓRMULA porque o namorado da despachante era investidor nessa construtora para a qual “Verinha” havia prestado serviços.

Segundo PAULO HENRIQUE FAUSTINO ele presenciou uma ocasião em que que VERA LÚCIA DA LUZ entregou R$ 15 mil a CELSO MACHADO (PAULISTA).

Mais tarde na prisão, onde ambos se encontravam, segundo PAULO HENRIQUE FAUSTINO, houve a promessa de CELSO MACHADO (PAULISTA) de lhe pagar R$ 200 mil, dados por VERA LÚCIA DA LUZ, caso permanecesse em silêncio.

Naquela oportunidade, segundo PAULO HENRIQUE FAUSTINO, a despachante VERA LÚCIA DA LUZ foi apontada por CELSO MACHADO (PAULISTA) como mandante da morte do engenheiro Sérgio Renato Silva.

Em depoimento CELSO MACHADO (PAULISTA) admitiu que deu o dinheiro para pagar o advogado de um dos executores, PAULO ANDERSON MORAIS DOS SANTOS.

ORGANOGRAMA DO CRIME SEGUNDO A POLÍCIA

 

OUTRO LADO

Os advogados dos indiciados têm repetido, ao longo das investigações, que seus clientes são inocentes.

OS INDICIADOS

Com esses elementos a polícia aparentemente encerrou as investigações, indiciando as seguintes pessoas:

PRÓXIMOS PASSOS

Concluída a investigação policial o inquérito vai ao Ministério Público que apresentará a denúncia.

Caberá ao juiz iniciar a ação penal, analisando provas e interrogando os acusados.

Após essa etapa o juiz poderá pronunciar os acusados, determinando que eles sejam julgados por júri popular.

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