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GREVE - Eunício desiste de ficar no Ceará e volta a Brasília

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EBC.

Quinta, 24/5/2018 15:29.

BERNARDO CARAM
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), desistiu de ficar no Ceará -onde mora e passaria o fim de semana- e vai retornar a Brasília ainda na tarde desta quinta-feira (24).

A viagem do senador para casa, enquanto o Brasil passa por uma crise de combustíveis e abastecimento motivada pela greve dos caminhoneiros, gerou críticas. O presidente da Abcam (Associação Brasileira dos Caminhoneiros), José da Fonseca Lopes, chegou a afirmar que no caso de confirmação da saída de Eunício de Brasília, "a coisa não vai ficar boa".

A negociação para o fim da greve envolve diretamente Eunício. Está nas mãos do Senado o projeto que trata da reoneração da folha de pagamentos, aprovado nesta quarta-feira (24) pela Câmara e condição para que a greve possa ser encerrada.

Na sessão do Senado desta quarta, senadores brincaram que muitos parlamentares não conseguiriam retornar aos seus estados por causa do desabastecimento de combustível nos aeroportos.

Eunício conseguiu -embarcou para o Ceará na manhã desta quinta. Porém, diante da repercussão negativa, decidiu voltar a Brasília. O gabinete do senador informou que ele só aguardaria o abastecimento da aeronave para embarcar novamente para a capital federal. 

'A categoria não dá credibilidade a promessas do governo', diz representante dos caminhoneiros

GUSTAVO URIBE E TALITA FERNANDES
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente da CNTA (Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos), Diumar Bueno, disse nesta quinta-feira (24) que o movimento dos caminhoneiros não dá credibilidade a promessas feitas pelo presidente Michel Temer.

No Palácio do Planalto, para nova reunião com a equipe ministerial, ele criticou a postura do presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), que viajou ao Ceará sem votar proposta que garantiria o fim de imposto sobre o diesel. Após críticas, Eunício decidiu voltar para Brasília.

"Isso é uma demonstração da preocupação que eles estão com o país e a situação de todo mundo, infelizmente", disse.

Para tentar conseguir uma trégua, a Petrobras anunciou na quarta-feira (23) a redução de 10% do diesel por 15 dias, o que foi considerado insuficiente pelo movimento grevista.

"A categoria não dá credibilidade a promessas feitas pelo governo. A categoria quer respostas que sejam conclusivas e tenham aplicação imediata. Os 15 dias é só dar um chute na bola para daqui a pouco voltar atrás", disse.

Na tentativa de acabar com a paralisação nacional, que já afeta a distribuição de combustíveis e alimentos no país, a equipe econômica se comprometeu a zerar o Cide caso seja aprovado projeto de reoneração da folha de pagamento.

A Câmara votou a proposta na noite de quarta-feira (23), mas o Senado só pretende fazê-lo na próxima semana.

Com a repercussão negativa de sua viagem, Eunício decidiu retornar a Brasília e marcou reunião com líderes partidários para esta quinta-feira (24), mas boa parte dos senadores já deixaram a capital federal.

Sem espaço fiscal para novas reduções nos preços de combustíveis, o presidente reconhece que não tem mais alternativas a não ser esperar por um enfraquecimento da paralisação nacional dos caminhoneiros.

Em reunião na manhã desta quinta-feira (23) do presidente com a equipe econômica, chegou-se à conclusão que ceder mais ao movimento grevista pode estimular outros setores insatisfeitos a iniciarem novas greves pelo país.

A análise do setor de inteligência do Palácio do Planalto é que o movimento deve apresentar sinais de arrefecimento no final de semana e que, com a falta de combustíveis e alimentos, a população poderá se revoltar contra os motoristas em greve.

A estratégia esboçada na manhã desta quinta-feira (23) é insistir no pedido de trégua e dizer que o Palácio do Planalto fez tudo o que pode, colocando a culpa de maneira indireta no Senado.


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